quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Confira a liberação de verbas federais para convênios em Pelotas

Número Convênio: 589837
Objeto: APOIO A PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DO SETOR AGROPECUARIO
Órgão Superior: MINIST. DA AGRICUL.,PECUARIA E ABASTECIMENTO
Convenente: PREFEITURA MUNICIPAL DE PELOTAS
Valor Total: R$73.125,00
Data da Última Liberação: 16/08/2007
Valor da Última Liberação: R$73.125,00
--------------------------------------------------------------------------------
Número Convênio: 520481
Objeto: PRODUTO: ADCT/FNDCT FONTE: CT-VERDE-AMARELO
Órgão Superior: MINISTERIO DA CIENCIA E TECNOLOGIA
Convenente: FUNDACAO DE APOIO AO CENTRO FEDERAL DE EDUC.TECN. DE PE
Valor Total: R$390.223,85
Data da Última Liberação: 11/08/2007
Valor da Última Liberação: R$100,00

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

César Borges é favorável à greve de servidores da UFPel

O magnífico reitor Cesar Borges é favorável à paralisação que há 80 dias inferniza a vida da UFPel e de outras universidades federais. Pelo menos é o que ele disse ao matutino dos Fetter (leia íntegra abaixo). Evidentemente, ele não afirma nada disso e nem noticia a greve no site oficial da UFPel - afinal ele não é ingênuo nem nada.

Cidade: Servidores invadem e trancam a reitoria da UFPel

Jussara Lautenschläger
Na manhã de ontem, integrantes do comando de greve dos servidores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) colocaram faixas de isolamento nas duas entradas de acesso ao prédio da reitoria da UFPel. As portas de vidro foram trancadas com correntes e cadeados. Ninguém pôde ingressar no local. O ato foi uma determinação do Comando Nacional e realizado simultaneamente em diversas universidades públicas brasileiras, ressalta o coordenador da Associação dos Servidores da UFPel (Asufpel), João Paulo Adamoli.A finalidade do movimento é chamar a atenção do Governo Federal para agilizar as negociações, que já se estendem por mais de 80 dias. “Vamos pedir ao reitor um contato com Brasília para que informe o ato”, conta o coordenador.
Dentre as diversas reivindicações da categoria está o aumento do piso que hoje é de R$ 702,00, considerado baixo. O último aumento para algumas categorias foi há mais de três anos. Para Adamoli a estimativa é de que todos os servidores recebam um aumento em que a diferença entre as classes não fique tão distante. As negociações giram em torno de um aumento previsto para 2008, 2009 e 2010.

Reitor entra em contato com Brasília
O reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), César Borges, ao ser comunicado do ato, se deslocou até a reitoria, assim como o vice-reitor, Telmo Pagana Xavier. Reunidos com os integrantes do movimento no saguão do prédio o reitor lembrou que o Conselho Universitário - por unanimidade - se mostrou favorável ao movimento e em fase do posicionamento iria entrar em contato com Brasília, como também encaminhar uma moção para o Ministério da Educação com cópias da reunião e do ato.
Antes de subir as escadas até a sala da reitoria, Borges colocou aos manifestantes que estava agendada para hoje uma atividade internacional com representantes da Universidade da República Uruguaia para dar início ao Programa de Desenvolvimento da Fronteira Brasil-Uruguai e devido ao ato realizado seria difícil preparar as reuniões. Foi acordado que o encontro seria adiado. A inauguração da conclusão das obras do prédio do antigo Liceu Rio-Grandense também será transferida.
Em sua sala o reitor entrou em contato pelo telefone com o chefe de gabinete da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Newton Gylney Nascimento Padilha, e informou que a reitoria estava com um piquete dos servidores que impedia o ingresso de pessoas ao prédio e da necessidade de suspender dois eventos, por falta de pessoal para preparar as reuniões e o cerimonial de inauguração do Liceu.
No final da tarde de ontem, em Brasília, o Comando Nacional de Greve e representantes dos ministérios do Planejamento e da Educação se reuniram, mais uma vez, em busca de um acordo. Até o final desta edição a reunião não tinha encerrado.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Para onde vai o dinheiro do Incra (e do cidadão)

Integrantes do MST não consideram a democracia como a forma razoável de promover o entendimento - ou, ao menos, algo que mais se aproxima disso. Querem tomar à força o que bem entendem, baseados em direitos que não têm qualquer fundamento. Todos - trabalhadores urbanos ou rurais - temos as mesmas necessidades. Todos temos as mesmas dificuldades. Todos temos de encarar um processo democrático a fim de que possamos viver minimamente em paz em sociedade e reivindicar direitos - sem, jamais, esquecer os deveres. O MST não compreende isso. A força é a única solução que conhece. Não atendeu as reivindicações? Invada-se, é a palavra de ordem. Baderna, depredação e violência. É o que se pode esperar em Pelotas, sob a benção do Incra, da UFPel e da Fundação Simon Bolívar. Ainda bem que existe uma Procuradoria da República atuante.
Aos conselheiros da UFPel que votaram a favor do convênio que pode (se houver Justiça, certamente essa idéia esdrúxula não vai prosperar) criar uma faculdade de Veterinária exclusiva para militantes do MST: vejam a cobra que os senhores colocaram dentro de casa. Valeu o chá da tarde?
Ao Incra: depois de mais essa invasão em suas dependências, qual é a alegação para colocar dinheiro público na mão de arruaceiros? Isso me lembra uma velha história: mulher de malandro gosta mesmo é de apanhar.
À Fundação Simon Bolívar: pode ser que os srs. tenham de arranjar outro convênio para cuidar. Esse me parece um pouco complicado para sair. Mesmo com todo o esforço pessoal do magnífico reitor Cesar Borges. Não dá para tapar o sol com a peneira, não é mesmo?


MST desocupa UFRJ e invade o Incra no Rio

Jornada de ocupações vai durar até o fim de semana em várias cidades do país. Manifestantes querem aumento do investimento público em educação.

Do G1, no Rio*
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ocuparam o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na Rua Santo Amaro, na Glória, Zona Sul do Rio, nesta terça-feira (21), segundo informou a assessoria de imprensa do movimento.
A ocupação faz parte de manifestações em série sobre o acesso dos sem terra à Educação. Está agendada para esta tarde audiência com o superintendente do Incra no Rio, quando será discutida a situação dos assentamentos no Estado.

UFRJ já foi desocupada

Cerca de 300 Integrantes do Movimento e estudantes ocuparam o Instituto como parte da jornada em defesa da Educação.
As manifestações acontecem em outras cidades do país e a previsão é de que durem até o fim da semana. Na pauta de reivindicações, com 18 pontos, o destaque é para o aumento de investimentos públicos em educação de 3,5% do Produto Interno Bruto, para 7%.
Bahia
Cerca de 200 pessoas estão acampadas no campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), como parte das atividades nacionais da jornada pela educação. O grupo, formado por estudantes secundaristas e universitários, sindicalistas, e movimentos sociais é encabeçado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST).
Em Salvador, estão sendo realizados debates sobre educação pública no Pavilhão de Aulas da Federação (PAF).

O óbvio ululante

É do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues a expressão "óbvio ululante", que significa algo muito evidente, evidentíssimo, tão evidente que é impossível ter outra interpretação. Por exemplo: se tem excesso de chuva, tem alagamento. Se diminui o volume da chuva, a água escoa naturalmente. É óbvio. É ululante. O bom seria se chovesse e "os casos pontuais" (que são os de sempre) não sofressem. A notícia está no site da prefeitura pelotense.

Drenagem facilita escoamento da cheia ocorrida no fim de semana
O secretário de Serviços Urbanos, Antônio Carlos Selister, percorreu vários pontos da cidade ontem e hoje(20), para verificar o funcionamento da drenagem urbana. Segundo ele, ocorreram apenas casos pontuais que foram resolvidos imediatamente com a ação de duas equipes que ficaram de plantão para atendimento de emergência, desobstruindo os pontos onde havia estrangulamento da água. O grande problema foi o excesso de chuva que causou alguns alagamentos, mas que, logo que havia a diminuição do volume da chuva a drenagem se encarregava de retirar a água das ruas naturalmente. “Tivemos problemas pontuais no Laranjal, o mais grave, aponta ele, e no Passo do Salso. No Laranjal com o terreno encharcado e o lençol freático próximo a superfície ocorreu uma maior demora no escoamento da água”, ressaltou.Segundo dados do Centro de Pesquisas Meteorológicas da Faculdade de Meteorologia da UFPel, a precipitação normal do mês de agosto em Pelotas é de 123 milímetros, e o acumulado até agora já tingiu 148,8 milímetros. Na sexta-feira foram 26.4 milímetros, no sábado 12.6 milímetros, e no domingo 44 milímetros.A drenagem funcionou bem, reafirma o secretário, acrescentando que os problemas foram ocasionados em função da quantidade de água que caiu, de sexta-feira até domingo. As chuvas também alteraram o cronograma de recuperação de ruas que estava sendo desenvolvido nos balneários da Praia do Laranjal, bem como a colocação de saibro e aterro nos pontos mais críticos. A espera agora é que seque o terreno para que as máquinas possam voltar ao trabalho.
Data: 20/08 Hora: 20:14 Redator: Salvador Tadeo MTB 7353

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Alívio

O prefeito Fetter Júnior não é candidato à próxima eleição municipal pelo PP. Veja o que a coluna Espeto Corrido, publicada no jornal da família Fetter, informou:

Comando
Novo presidente do PP pelotense, José Júlio Carúccio foi consenso a partir dos interesses de Lélio Robe e Antônio Carlos Selister no cargo. Tem livre trânsito com o prefeito Fetter Jr(PP), para quem diz muitas verdades. E é ouvido.

Em reportagem anterior, o Diário Popular afirmava que "O nome de Caruccio surgiu a partir de consenso entre dois pré-candidatos à Presidência do PP, que assinaram manifesto em favor do novo presidente."

Será que Fetter Júnior está com charminho e só disputa a Prefeitura se "as bases" exigirem?

domingo, 19 de agosto de 2007

O palimpsesto

Palimpsesto era um pergaminho utilizado na Antiguidade que podia ser reutilizado A técnica era apagar o que estava inscrito para publicar um novo texto e aproveitar o papel. Em Pelotas, mais precisamente na secretaria de Comunicação, a técnica do palimpsesto é muito utilizada. Veja como.

Confira o que disse o site da Prefeitura no dia 8 de agosto - quando anunciou a prorrogação do prazo de inscrição -, em relação às inscrições para a 7ª Edição dos Jogos Escolares (Jepel):

Em 2006, durante 18 dias os jogos mobilizaram mais de oito mil alunos o que aliada a qualidade técnica das equipes fez da edição uma das maiores e mais disputadas já realizadas.Em 2005 o Jepel registrou a participação de 78 escolas, 585 equipes, mobilizando 6.035 mil alunos em 807 competições.
Data: 08/08 Hora: 18:19 Redator: César Soares Fotógrafo: Jorge Gonçalves

No dia 9 de agosto, o mesmo site afirmou o seguinte:
Em 2006, durante 18 dias os jogos mobilizaram mais de oito mil alunos o que aliada a qualidade técnica das equipes fez da edição uma das maiores e mais disputadas já realizadas.
Data: 09/08 Hora: 18:00 Redator: César Soares Fotógrafo: Jorge Gonçalves

E, estranhamente, no dia 17 de agosto, em material produzido pelo mesmo redator, o site publica o seguinte:
Com o encerramento das inscrições a STE começa a mapear a competição: de 81 escolas no ano passado a edição 2007 registrou 83 escolas inscritas dentre as redes municipais, estaduais, federais e particulares do município. Outro aumento verificado foi no número de escolas da zona rural, de 12 para 14. Com isso o número de alunos envolvidos com os jogos salta de 6.880 para cerca de 7.500 estudantes, com idade entre 12 e 17 anos, um aumento de quase 10% na participação, em relação ao ano passado.
Data: 17/08 Hora: 17:39 Redator: César Soares Fotógrafo: Jorge Gonçalves

Afinal, qual é o número correto de alunos inscritos em cada ano? E mais; por que é que na informação do dia 17, a Prefeitura afirma que aumentou em 10% o número de alunos inscritos quando isso não corresponde à realidade, conforme material publicado nos dias 8 e 9 de agosto? Se a Prefeitura não consegue informar com precisão esses números tão simples _ basta contar as inscrições, um trabalho que qualquer um é capaz de fazer - imagine os malabarismos que são feitos com números mais complexos. Aliás, já estamos em campanha?

Falta informação

Nem precisa ser um expert em jornalismo para saber que falta informação na notícia sobre o novo presidente do PP, Júlio Caruccio. Quem são os dois pré-candidatos do partido? Os nomes foram omitidos por conta da legislação eleitoral? É uma maneira de burlar a lei? Começou c campanha no Diário Popular? A propósito. o prefeito e acionista do Diário Popular, Fetter Júnior, não é do PP também? Será que ele é pré-candidato à prefeitura?

Cidade: Caruccio é o presidente do PP
O diretor-geral da Câmara de Vereadores, Júlio Caruccio, é o novo presidente do Partido Progressista (PP) em Pelotas. Abrir o partido e estreitar relações com a comunidade, buscar a unidade e preparar a agremiação para a eleição do próximo ano, a partir de composição com outras siglas, são os objetivos principais do novo líder progressista. O nome de Caruccio surgiu a partir de consenso entre dois pré-candidatos à Presidência do PP, que assinaram manifesto em favor do novo presidente. “Em nome da unidade partidária e considerando que meu nome foi escolhido por consenso, não pude recusar o convite e aceitei o desafio de presidir o partido, no qual sou militante há mais de 20 anos”, disse o novo presidente.Com relação ao crescimento do partido em Pelotas, Caruccio destacou que esta será uma de suas bandeiras, assim como a ética, a seriedade e a defesa dos interesses da população como um todo.Junto com Júlio Caruccio foram eleitos Afonso Dêntice da Silva, como primeiro-vice-presidente; Fábio Al-Alam, segundo-vice-presidente; Cristiane Duarte, secretária-geral; Nóris Gonçalves Matos, segunda secretária; Fábio Bandeira, tesoureiro geral; Eduardo Vieira Braga, segundo tesoureiro. Os vogais são: Edílson Britto, vereador José Sizenando, Alberto Carlos Danda, Celso Lemos Brod, Rafael Acosta e Carmem Regina Reis

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Vida

Este post tem endereço certo.
Tem empresa que é séria. Tem empresa que é uma piada. De mau gosto. Este tipo de empresa serve a interesses rasteiros e se presta a endossar todo tipo de truque dos amigos de ocasião. Se ilude com o poder que ainda supõe ter e tenta exercê-lo mesmo que apoiada em pés de barro. Adora bajuladores. Desdenha a capacidade daqueles que se dedicam a mantê-la em pé, mesmo sob as condições mais esdrúxulas. Elimina quem ousa pensar. Destrói aqueles que dedicaram anos a fio a bem levar seu nome a todos os cantos ou a aconselhar seus proprietários. Este tipo de empresa não tem memória. Não tem respeito àqueles que a ajudaram a ser o que é hoje. Desconhece o significado da palavra fidelidade. Faz do descarte de funcionários uma norma insensata, numa lógica insana de administração de botequim de quinta categoria comandado ao sabor da neurose do momento. Neste tipo de empresa, por decreto, não é possível ser mais inteligente que o dono. Também não pode ser mais bonito, mais elegante, mais rico, mais alto, mais baixo ou mais louro. Nesse raciocínio, também não é permitido ser mais perverso. Para bons profissionais sempre existe uma boa colocação no mercado. Para péssimos patrões, apenas o desprezo. Esse destino é inexorável.
Vida longa àqueles que se livraram de um fardo difícil de suportar. O céu, agora, certamente vai parecer mais azul. Bem vindos, amigos, à vida.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Novas liberações de dinheiro para Pelotas

Conforme o site Portal da Transparência, o governo federal liberou mais R$ 35 mil para a Fundação de Apoio ao Centro Federal de Educação Tecnológico de Pelotas e R$ 44.450,00 para Eder João Lenardao. Confira:

Número do Convênio SIAFI: 520481
Nº Original: 3684/04
Objeto do Convênio: PRODUTO: ADCT/FNDCT FONTE: CT-VERDE-AMARELO
Orgão Superior(Descrição-Código): MINISTERIO DA CIENCIA E TECNOLOGIA
Concedente(Descrição-Código): FUNDO NAC.DE DESENV. CIENTIFICO E TECNOLOGICO
Convenente(Descrição-Código): FUNDACAO DE APOIO AO CENTRO FEDERAL DE EDUC.TECN. DE PELOTAS
Valor Convênio: 390.223,85
Valor Liberado: 375.000,00
Publicação: 13/01/2005
Início da Vigência: 05/01/2005
Fim da Vigência: 05/09/2008
Valor Contrapartida: 0,00
Data Última Liberação: 08/08/2007
Valor Última Liberação: 35.000,00

As informações dos convênios são extraídas do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI,
sendo de responsabilidade do Órgão fornecedor dos dados (origem)

Dados de 01/01/1996 a 11/08/2007.

-------------------------------------------------------------------------------------------------

Número do Convênio SIAFI: 588603
Nº Original: AUX-PE-1593/2006
Objeto do Convênio: PARA ATENDER DESPESAS DENTRO DO PROGRAMA DE AUXILIO PE
Orgão Superior(Descrição-Código): MINISTERIO DA EDUCACAO
Concedente(Descrição-Código): FUND.COORD.DE APERF.DE PESSOAL NIVEL SUPERIOR
Convenente(Descrição-Código): EDER JOAO LENARDAO
Valor Convênio: 83.250,00
Valor Liberado: 83.250,00
Publicação: 26/01/2007
Início da Vigência: 19/12/2006
Fim da Vigência: 30/12/2007
Valor Contrapartida: 0,00
Data Última Liberação: 07/08/2007
Valor Última Liberação: 44.450,00

As informações dos convênios são extraídas do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI,
sendo de responsabilidade do Órgão fornecedor dos dados (origem)

Dados de 01/01/1996 a 11/08/2007.




Se a moda pega

Atenção magnífico reitor Cesar Borges: depois da turminha do MST, vem aí o pessoal do MTD. Que faculdade o sr. vai construir para estes trabalhadores desempregados que invadiram a prefeitura de Pelotas? Será que o Ministério do trabalho vai colocar uma grana na mão da Fundação Simon Bolívar para a construção de uma faculdade de, digamos, engenharia, para os filhos desses desempregados? A reportagem foi publicada no Diário Popular (no site da Prefeitura não tem nada).


Cidade: MTD invade a Prefeitura para cobrar supostos recursos a moradias populares
Tânia Cabistany
O Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), juntamente com 200 famílias que estariam cadastradas em programa de habitação popular, invadiu a Prefeitura às 13h de ontem. Dispostos a não deixar o saguão do prédio até que fossem recebidos, os manifestantes cobravam do Executivo uma explicação para, segundo eles, não terem autorizado o repasse dos recursos destinados a melhorias e construção de suas casas. Conforme a direção do MTD, o convênio já foi assinado com a Caixa Econômica Federal e a verba está disponível - R$ 8 mil para cada família.O prefeito, no entanto, desconhece tal convênio. De acordo com Fetter Júnior, a Crenor, uma cooperativa do Norte do Estado, veio a Pelotas e cadastrou, durante a última campanha eleitoral, diversas famílias: “Só tomei conhecimento disso no início deste ano, quando o MTD me procurou e pediu à Prefeitura regularização fundiária e infra-estrutura dos terrenos”, disse, ao relatar que pediu um levantamento sobre os custos, já que o Município tinha uma política habitacional definida. “Não assinaria um cheque em branco. Não posso assumir compromissos sem saber sobre os custos”, acrescentou Fetter Júnior, ao complementar que nunca recebeu o documento.REUNIÃOO assunto será retomado em reunião agendada para sexta-feira às 14h, dessa vez com a participação de representante da Caixa Econômica Federal. Conforme o secretário de Governo, Abel Dourado, que recebeu comissão dos manifestantes na tarde de ontem, não há confirmação sobre a existência da verba, o que vai ser esclarecido junto à Caixa no encontro marcado para sexta-feira. “Vamos unir esforços para ajudar essas pessoas carentes que precisam de casa própria adequada”, destacou. A representante da direção do MTD em Pelotas, Elizabeth Pires, salientou que as famílias são todas da periferia da cidade - Dunas, Getúlio Vargas, Ilha da Paz e Navegantes - e passam por sérias dificuldades em razão do mau estado de suas moradias.DIFICULDADES“O dinheiro está aí, queremos resolver o problema de nossas casas. Quando chove é uma tristeza, pois parece que estamos na rua. Além de ter que colocar os pés na água temos que desviar dos ratos enormes que ficam cruzando o caminho”, desabafou Eva Elaine Rodrigues, que mora com a neta no Dunas. Segundo ela, as famílias se uniram para reivindicar um direito seu. “Não estamos tirando nada de ninguém, só queremos o que é nosso. Há casas onde as crianças dormem amontoadas para poder se aquecer”, relatou. Também no Dunas mora Maria Joceli Pereira. Ela, o marido e o filho têm expectativa de poder receber o dinheiro para reformar a casa que, segundo seu testemunho, está caindo. MANIFESTAÇÃO PACÍFICA
Não foi necessária a intervenção da Guarda Municipal e da Brigada Militar para conter os ânimos. Os PMs e guardas se limitaram a acompanhar a movimentação, dentro e fora da Prefeitura. O protesto, apesar do grande número de pessoas, foi pacífico e se deteve em palavras de ordem. Enquanto a comissão foi recebida pelo secretário de Governo no Salão Nobre, os demais, em sua maioria, mulheres e crianças, aguardaram no saguão, sentados em cadeiras de praia ou banquinhos que eles mesmo levaram. Ao final da reunião, que não pôde ser acompanhada pela imprensa a pedido dos próprios manifestantes, deixaram o local de forma tranqüila.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Como é que vai ficar?

Como ficou a ação interposta pelo promotor Jaime Chatkin que pede a exoneração de 92 funcionários comissionados CC3 por não preencherem requisitos mínimos para serem contratados sem concurso, num verdadeiro "trem da alegria" pelotense? O prazo era de 60 dias para que fossem extintos 167 cargos. Alguém sabe como está isso?

Como é que ficou?

Já faz um tempinho - mais de três meses - que o Ministério Público Federal em Pelotas reomendou à reitoria da UFPel e suas duas fundações de apoio, a Fundação Simon Bolívar e a FAU que cancelassem os dois projetos que vêm sendo usados para a contratação de pessoal sem concurso público. De acordo com o procurador da República em Pelotas Max Palombo, “as contratações são ilegais por si só, já que a lei das fundações de apoio veda a contratação de pessoal pelas fundações de apoio para o desempenho de atividades permanentes na universidade”. Um dos casos mais graves e escandalosos é o de um vigilante, sem formação superior, que foi nomeado pela atual administração como diretor de um centro de pesquisa da universidade e que conseguiu que fossem nomeados sua esposa e três de seus irmãos, sem nenhuma espécie de seleção, para ocupar cargos nas fundações, através dos projetos das fundações de apoio. Uma irregularidade ocorrida sob a bênção do magnífico reitor César Borges, que aprova - e como - essa nomeação. O procurador Palombo quer que todos esses apaniguados sejam defenestrados.
Acontece que o MPF estabeleceu prazo de cinco dias para que o magnífico reitor da Ufpel se manifeste sobre o atendimento à recomendação e que exonere seus amiguinhos. O que deu isso? O magnífico reitor César Borges respondeu ao procurador da República? Que fim teve isso tudo? O vigilante amigo continua a dirigir um centro de pesquisa junto com sua esposa e seus irmãos? Por favor, matem minha curiosidade!

domingo, 12 de agosto de 2007

Informação faz mal

Às vezes tenho a impressão de que não compreendo o que se escreve nos jornais. Vejo uma notícia e não entendo o que ela quis dizer. Exemplo: reportagem de hoje no Diário Popular mostra um projeto do jornal, o Pé na Escola, no qual uma determinada escola recebe o periódico (patrocinada por alguém) e o disponibiliza para alunos e professores se informarem (não vou entrar nesse mérito). Pois bem: a reportagem é um pouco estranha e diz, textualmente, que "para os alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Edmar Fetter o universo da informação se resume a livros e jornais. Nada de Internet. É no Diário Popular, disponibilizado por meio do projeto Pé na Escola, que os 420 estudantes acompanham o cotidiano local, regional, nacional e internacional. E não é só essa escola que está desconectada da maior rede mundial de informações. De acordo com o assessor técnico da Secretaria Municipal de Educação (SME), Ivan Lafuente, dos 91 educandários municipais, quatro possuem laboratórios equipados e com sinal de Internet".
Ou seja: nada de Internet para os alunos da Edmar Fetter. Aliás, nem para eles e nem para outros 87 educandários municipais, de acordo com o assessor técnico da Secretaria Municipal de Educação Ivan Lafuente.
Dito da maneira que está na reportagem, isso parece ser bom. Não é. A Internet, hoje, é um meio indispensável de informação e de preparação para o futuro. Integrar alunos a essa realidade é obrigação do Poder Público. Naturalmente que a leitura de livros e jornais é importante, mas "nada de Internet?" O que o Diário Popular quis dizer com isso tudo? Isso é um atraso, prefeito Fetter Júnior. Veja como estão localidades semelhantes a Pelotas no quesito Educação. Veja como a inclusão digital é uma preocupação de governantes antenados com o futuro das crianças de seus municípios. Veja que ninguém mais faz cestas ou vasos de flores com sucata de jornal. Isso é um atraso, sr. prefeito. Não dá futuro a ninguém.
Leio também que "a vice-diretora do educandário, Nice Quevedo, concorda com os alunos que parte dos problemas pela falta de Internet foi solucionada com a entrega diária do DP." Ora, novamente sem entrar no mérito qualitativo do Diário Popular, é certo que ele, assim como qualquer jornal do mundo, é incapaz de solucionar a falta da Internet. Imaginar que sim é uma ofensa à capacidade intelectual dos cidadãos pelotenses. O bom mesmo é o Diário Popular, que também estampa o sobrenome Fetter no expediente? (será que a vice-diretora teria, por um minuto que seja, coragem de contrariar seu chefe, o prefeito Fetter Júnior, que também é acionista - com voz muito ativa - do Diário Popular?)
Outra coisa. A reportagem, que na versão on line não está assinada, afirma que "Em pouco tempo, a navegação digital se tornou parte fundamental da vida pessoal e profissional de boa parte da humanidade, mas tanto a sua importância como os efeitos que acarreta nos usuários ainda não são bem compreendidos. No caso das crianças, por exemplo, a janela para o mundo virtual pode mostrar um universo perigoso." De onde o repórter tirou essa bobagem? Quem disse isso? Que tipo de perigo a utilização da Internet na sala de aula pode trazer às crianças que um jornal, um livro ou uma revista mal-intencionados também não possam? Acorde, prefeito Fetter Júnior, acorde. Internet faz bem. Se apenas quatro educandários municipais têm conexão à Internet, Pelotas está muito atrasada em direção ao futuro. Essa responsabilidade é sua. Investir em Educação e inclusão digital é prioritário.
E, além disso, sem Internet, como é que alunos e professores poderão acessar este blog?


Cidade: Pé na Escola motiva alunos da Edmar Fetter
Livros e um jornal. Para os alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Edmar Fetter o universo da informação se resume a isso. Nada de Internet. É no Diário Popular, disponibilizado por meio do projeto Pé na Escola, que os 420 estudantes acompanham o cotidiano local, regional, nacional e internacional. E não é só essa escola que está desconectada da maior rede mundial de informações. De acordo com o assessor técnico da Secretaria Municipal de Educação (SME), Ivan Lafuente, dos 91 educandários municipais, quatro possuem laboratórios equipados e com sinal de Internet.De acordo com a bibliotecária da Edmar Fetter, Maria Gomes, as visitas ao espaço aumentaram mais de 100% depois que a escola passou a ser beneficiada pelo Pé na Escola. “Muitos alunos não tinham o hábito de ler. Agora, antes do sinal, eles dão uma passada aqui para espiar, mas é nos intervalos e nas aulas que eles mais lêem”, disse. E quais são as editorias mais disputadas? Entre os guris, é unânime: o Esporte. Já as meninas elegeram a Cidade.O estudante do 1º ano do Ensino Médio, Wagner Leal, conta que tinha curiosidade especial de acompanhar as mudanças do mundo esportivo, mas sem acesso a um veículo de comunicação não dava. “Receber os jornais diariamente na biblioteca é um privilégio, facilita e ajuda muito nossa formação. E como nós não temos acesso à Internet aqui na Escola, o Jornal é um guia”, comentou. A estudante Maíra Barbosa reforça o valor do Jornal. “A gente lê o Diário logo de manhã, assim, quando alguém fala dos assuntos mais importantes, é possível opinar e debater”, falou.
A realidade da Internet
Nas escolas públicas, o uso da informática ainda é bastante limitado. A média brasileira é de um computador para cada cem alunos. Pesquisa do Ibope/NetRankings divulgada terça-feira aponta as diferenças regionais e sociais entre os internautas. Hoje o Brasil possui 22,5 milhões de pessoas com computador em casa, mas nem todos acessam a Internet.
Propagação mundial
Em meados de 1996, o número de usuários de Internet no planeta era estimado em 37 milhões - equivalente a 0,88% da população da época. Dez anos depois, 15,7% do mundo navega pela rede de computadores, com um total que já passou o primeiro bilhão de usuários, segundo dados do serviço Centro Mundial de Estatísticas da Internet.Em pouco tempo, a navegação digital se tornou parte fundamental da vida pessoal e profissional de boa parte da humanidade, mas tanto a sua importância como os efeitos que acarreta nos usuários ainda não são bem compreendidos. No caso das crianças, por exemplo, a janela para o mundo virtual pode mostrar um universo perigoso.
Levantamento do Ibope/NetRankings revelou que a Internet é mais usada por meninos e meninas na faixa dos dois aos 11 anos para pesquisas em sites de busca (68%), bater papo (66%), se juntar à comunidade de relacionamento (63%), mandar e receber mensagens (56%), jogar on-line (52%), ouvir músicas (39%), trabalhos escolares (22%), copiar imagens (20%) e visitar ou alimentar seus próprios fotologs (13%).

Instrumento didático
Mais do que para leitura, o DP serve de base às discussões em sala de aula. Além disso, um projeto de ecologia com mais de nove anos, coordenado pela professora Iara Rutz Devantier, usa as edições mais antigas em oficinas de artesanato. Dentre tantos utensílios, os alunos produzem cestas, fruteiras e vasos para flores. “O Jornal é utilizado em diversas áreas: leituras, recortes, artesanato, ortografia, literatura, história e muito mais”, afirmou Iara, ao comentar a importância do Pé na Escola.A vice-diretora do educandário, Nice Quevedo, concorda com os alunos que parte dos problemas pela falta de Internet foi solucionada com a entrega diária do DP. “Não temos previsão de quando o Estado irá liberar a Internet. A falta de material informativo atualizado era uma reclamação antiga dos professores e principalmente dos alunos”, afirmou. Nice diz ainda que a Edmar Fetter possui laboratório de informática, mas a Internet não é disponibilizada aos jovens por falta de profissional capacitado.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Ainda está lá

A "saudação" da dívida da Empem ainda está lá, no site da Câmara, a desafiar os léxicos.

Foi bom para você?

O socialista Otávio Soares volta a presidir a Câmara pelotense e suas festividades depois de um profícuo período na cadeira de Fetter Júnior.

O Incra e o MST

O Iterra (Instituto Técnico de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária) é vinculado ao MST. Não digo mais nada. Leia você mesmo notícia publicada no site www.clicrbs.com.br.

Ministério Público investiga irregularidades em instituto ligado ao MST
Verbas federais teriam sido usadas de forma imprópria pelo Iterra, em Veranópolis

Giovani Grizotti
O Ministério Público Federal instaurou dois inquéritos civis para apurar supostas irregularidades no emprego de verbas federais pelo Instituto Técnico de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária (Iterra), com sede em Veranópolis, na serra gaúcha. A base da apuração são três condenações impostas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) contra a escola no mês passado, determinando a devolução de R$ 549.757,11, em valores não atualizados, além do pagamento de multa.

A decisão se refere a convênios assinados entre 1999 e 2004, quando mais de R$ 9 milhões teriam sido repassados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária ao Iterra. Os valores deveriam ter sido aplicados em cursos visando à formação de 50 administradores para cooperativas rurais e 100 professores para escolas de assentamentos no Rio Grande do Sul.
Entre as irregularidades encontradas na prestação de contas da verba, estaria a utilização de notas fiscais emitidas pelo próprio Iterra, que "não servem para comprovar as despesas". Preparado pelo ministro Aroldo Cedraz, o relatório diz que a situação se torna grave "porque os custos efetivamente incorridos com hospedagem e alimentação são significativamente inferiores aos valores apresentados pelo Iterra nas prestações de contas".
Foi constatado ainda que o instituto ligado ao MST embolsou duas vezes uma mesma diária a professores e alunos, o que foi chamado de "duplicidade de contabilização de receitas". Por terem sido os responsáveis pelo repasse dos recursos, os ex-superintendentes do Incra no Estado César Fernando Schiavon Aldrigui e Ângelo Guido Menegat foram condenados a pagar multa de R$ 5 mil cada. Conforme o TCU, os técnicos poderiam "ter se cercado das devidas cautelas para certificar-se da compatibilidade dos valores atestados com os custos incorridos".
Também foi penalizada com multa de R$ 5,5 mil a servidora do órgão, Elisabeth Galvão, responsável pela emissão de parecer técnico que assinou a conformidade da prestação de contas.
A partir dos acórdãos enviados pelo TCU, a procuradora da República Suzete Bragagnolo decidiu instaurar dois inquéritos civis para apurar as supostas irregularidades. Ela solicitou mais informações ao Tribunal e disse que se as acusações ficarem comprovadas, vai propor Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra os envolvidos. Além do ressarcimento do dano e pagamento de multa judicial, eles podem perder os direitos políticos e ficar proibidos de contratar com órgãos públicos.
O ITerra não quis se manifestar. As pessoas citadas não foram encontradas.

Os bárbaros do MST

O pessoal do MST precisa, antes de reinvidicar regalias que não são concedidas aos trabalhadores urbanos que também não detêm o modo de produção e também não têm teto, aprender as regras do jogo democrático. Apelar para a baderna e o caos, como costumaram a fazer, é retrógrado e não leva a nada. Especialistas em atos de vandalismo puro e contrários ao legítimo direito de propriedade, invadem áreas que não lhes pertencem, destróem plantações, arruinam pesquisas para depois, acima de tudo, posarem de vítimas. Não o são. São delinquentes. São covardes. São antidemocráticos e vivem com sua ideologia embaçada, mal-aprendida sabe-se lá com quem e aplicada com atraso de décadas. Nada constróem. É um pessoal bárbaro, que desconhece qualquer regra de civilidade. Que destrói. Que estraga. Que não tem respeito por aquilo que a sociedade constrói com o suado imposto tirado de nossos bolsos. Eles têm direitos? Sim, como qualquer um de nós, que moramos e trabalhamos na cidade. Têm deveres? Exatamente como nós, que nos esforçamos para diminuir o abismo social que este país mantém desde que foi descoberto. Em que somos diferentes, então? Em nada, absolutamente nada. Por que, então, nós, que pagamos impostos, temos de construir faculdades de medicina veterinária específicas para pessoas especializadas na depredação e no terror? As respostas estão na ponta da língua do Incra, da UFPel e da Fundação Simon Bolívar. Demagogia - para dizer o mínimo - praticada com o chapéu alheio não pode se transformar em modo de vida.

As notícias abaixo foram retiradas, na íntegra, do site www.clicrbs.com.br, a partir da primeira nota, logo pela manhã.

Brigada Militar faz reintegração de posse no sul do RS
Fazenda da Palma, em Pedro Osório, foi ocupada pelo MST em 25 de julho

A Brigada Militar reuniu efetivo para reintegração de posse na Fazenda da Palma, em Pedro Osório, no sul do Estado. A área foi ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em 25 de julho.
Os pequenos agricultores fizeram lavoura no local, mas dormem em barracas numa área ao lado. A Justiça determinou a saída deles da fazenda.
Ao todo, 300 policiais foram mobilizados, mas não encontraram nenhum sem-terra na propriedade na manhã desta terça.


MST e ruralistas entram em confronto em Pedro Osório
Briga ocorreu na frente do local onde seriam debatidos conflitos entre grupos

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e produtores rurais entraram em confronto nesta quinta-feira por volta das 9h em Pedro Osório, zona Sul do Rio Grande do Sul. A briga ocorreu pouco antes de uma audiência promovida pelo Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra) que debateria justamente as divergências entre ruralistas e sem-terra. A audiência, não foi realizada.
Conforme o tenente-coronel Valdoir Ribeiro, do comando da Brigada Militar na região, a briga iniciou na frente do Salão Paroquial, onde se realizaria a audiência.

– Os ruralistas estavam na via pública quando o MST chegou e começou a agredir os ruralistas. A brigada foi chamada para apartar e algumas pessoas acabaram com ferimentos leves – explica Ribeiro.
Aproximadamente 13 pessoas feridas durante o confronto foram encaminhadas para o hospital Santa Casa, em Pedro Osório. Além de integrantes do MST, também estão no hospital agentes da BM e da Polícia Federal (PF).
Cerca de 200 famílias acampadas ao lado da Fazenda da Palma, em Pedro Osório, participariam de uma audiência pública para discutir o conflito agrário na cidade.

A audiência estava marcada para as 10h, e seria presidida pelo desembargador e ouvidor público federal Gercino José da Silva Filho.
As famílias estão acampadas em Pedro Osório desde fevereiro de 2007. O MST reivindica a desapropriação da Fazenda da Palma, que tem aproximadamente 9 mil hectares, onde poderiam ser assentadas cerca de 400 famílias.
Inicialmente informou-se que três pessoas estavam feridas e cinco foram encaminhadas à delegacia. Conforme as últimas informações, no entanto, até 11h, a BM ainda não sabia precisar o número exato de feridos no confronto.
RÁDIO GAÚCHA E AGÊNCIA BRASIL

MST e ruralistas trocam acusações sobre início de confronto
Grupos atribuem um ao outro causa de brigas que acabaram com 13 feridos na Zona Sul

Passado o confronto entre Membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e ruralistas em Pedro Osório, as discussões continuam na troca de acusações sobre quem teria começado a briga da manhã desta quinta. Pelo menos 13 sem-terra foram encaminhados a Santa Casa da cidade.
Os produtores rurais atribuem o início do confronto ao MST. Conforme o vice-presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, os ruralistas foram surpreendidos pelos sem-terra.
– Os produtores estavam esperando a ordem para entrar no Salão Paroquial e eles (o MST) chegaram agredindo, passaram por cima dos produtores, invadiram o recinto e trancaram o portão de ferro – descreve Pereira.
Já o deputado estadual Dionilso Marcon, do PT, ligado ao MST, conta que foi agredido e que o confronto começou quando os produtores rurais tentaram impedir a entrada dos sem-terra na audiência.
– No Salão Paroquial, fomos suprimidos por um grupo de fazendeiros, que não deixaram as pessoas (os sem-terra) entrar no local. Quando as pessoas entraram no Salão Paroquial a Brigada Militar chegou espancando os sem-terra – diz Marcon.
O sub-comandante geral da Brigada Militar, coronel Paulo Roberto Mendes, conta que os policiais tiveram que intervir para evitar um confronto iminente entre MST e ruralistas. Segundo ele, os sem-terra estavam armados com foices e facões.
– A audiência pública não tem garantia de segurança porque envolve segmentos antagônicos, com conflito iminente, de modo que a Brigada Militar está cancelando este evento – disse Mendes.
Segundo Marcon, os integrantes do MST não estavam armados, pois foram revistados antes de entrar na cidade. Para o deputado, falta isenção aos policiais militares da região:
– A Brigada tem muito mais compromisso com os fazendeiros que com a questão social.
Os grupos se encontrariam em audiência pública organizada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) justamente para debater os conflitos entre as duas classes no município.
Sem-terra e ruralistas usaram cadeiras, mesas e mastros nas agressões em frente a salão paroquial. Após iniciado o conflito, a BM chegou e também acabou agredindo integrantes do MST.
O tenente-coronel da BM Valdoir Ribeiro alega que a agressão partiu dos sem-terra. Seis líderes do movimento foram detidos e prestam depoimento na delegacia.

Clima entre BM e MST já estava tenso

Cerca de 200 famílias acampadas ao lado da Fazenda da Palma, em Pedro Osório, participariam de uma audiência pública para discutir o conflito agrário na cidade. A audiência estava marcada para as 10h, e seria presidida pelo desembargador e ouvidor público federal Gercino José da Silva Filho.
Na quarta, o MST denunciou violação aos direitos humanos praticada pela Brigada Militar no acampamento de Pedro Osório. "Estranhamos o fato de que funcionários dos fazendeiros da Fazenda Palma acompanhavam a Brigada Militar, conforme foi inclusive registrado pela imprensa", relatava nota do movimento.

As famílias estão acampadas em Pedro Osório desde fevereiro de 2007. O MST reivindica a desapropriação da Fazenda da Palma, que tem aproximadamente 9 mil hectares, onde poderiam ser assentadas cerca de 400 famílias.
RÁDIO GAÚCHA


Ouvidoria apura suposto abuso da BM no confronto em Pedro Osório
Paulo Mendes reagiu com veemência e disse que sem-terra começaram o conflito

A ouvidoria da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) apura as circunstâncias do confronto entre manifestantes sem-terra e produtores rurais, ocorrido na manhã desta quinta em Pedro Osório, na região sul do Estado. O ouvidor-geral, Adão José Paiani, que estava no município para participar de uma audiência pública para discutir questões agrárias, disse que um possível abuso na ação da Brigada Militar será investigado:
– O governo do Estado não compactua com qualquer solução de força na resolução de conflitos fora da legalidade. Se for constatado, como alegam algumas lideranças sem-terra, que houve algum tipo de desvio de conduta de parte dos servidores militares, sem dúvida isso vai ser apurado.
Paiani receberá na segunda integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que pretendem formalizar denúncia de violação dos Direitos Humanos. Segundo ele, o órgão se mantém isento quanto a quem ou o quê começou a confusão:
– Também nos colocamos à disposição das lideranças ruralistas para ouvir a sua versão e dar o devido encaminhamento.O ouvidor-geral da Segurança Pública terá um encontro na tarde desta sexta com o secretário José Francisco Mallmann, para repassar as informações sobre o confronto.
O subcomandante da Brigada Militar, Paulo Mendes, reagiu fortemente à posição da ouvidoria em investigar supostos abusos da corporação no incidente. Para ele, os sem-terra é que começaram o conflito:
– Lamentamos que esse órgão da ouvidoria venha a fazer considerações sobre a Brigada Militar. Me parece que são pessoas que não são do Rio Grande do Sul, não conhecem a história da Brigada nem o povo do Rio Grande.
Após o conflito com ruralistas, as famílias de sem-terra retornaram a um acampamento no município de Pedro Osório, que fica ao lado da Fazenda Palma. A propriedade já foi invadida três vezes pelo (MST) neste ano.
Em contato com a reportagem da Rádio Gaúcha durante a tarde, o subcomandante da Brigada Militar, coronel Paulo Mendes, esclareceu que havia tecido críticas à ouvidoria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que não se pronunciou sobre o caso.COM INFORMAÇÕES DA RÁDIO GAÚCHA


Palavras do mestre

Publicado no Diário Popular. Os grifos são nossos. A conclusão é sua.

Reagir é preciso
Armação da imprensa. Distorção da mídia. Patrulhamento de jornalista. Quantas vezes, caro leitor, você registrou essas reações nas páginas dos jornais? Inúmeras, estou certo. Elas estão contidas, freqüentemente, em declarações de políticos apanhados com a boca na botija, no constrangimento de homens públicos obsessivamente preocupados com a própria imagem e no destempero dos autoritários do mais variado colorido. Todos, independentemente da contundência de suas impressões digitais, negam tudo. Procuram, invariavelmente, um bode expiatório para justificar seus delitos. A culpa é da imprensa! A acusação, carregada de cinismo, é uma manifestação explícita de desprezo pela verdade. Vejamos dois episódios recentes. Ambos emblemáticos.
Um dia depois de enfrentar o constrangimento de ouvir em plenário o apelo de pelo menos 14 senadores para que se afastasse da presidência do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) decidiu atacar a imprensa, acusando setores da mídia de quererem derrubá-lo:
“O que está acontecendo é uma covardia. Setores da mídia tentaram derrubar o presidente da República” (referia-se Calheiros aos escândalos que, recorrentemente, bateram às portas do Palácio do Planalto), “não conseguiram, perderam no primeiro turno e no segundo turno e agora querem fazer com o presidente do Senado uma espécie de terceiro turno”. E, num assombroso exercício de cinismo, completou: “Eu não sei do que me acusam. O Brasil não sabe o que me acusa. Essa crise é uma crise artificial. O que há contra mim? Qual é a acusação que me fazem?”
Que fez a imprensa para provocar tamanha “indignação”? Cumpriu o seu dever. Fez o que qualquer repórter iniciante está obrigado a fazer. Checou as supostas provas apresentadas em defesa do presidente do Senado. E elas simplesmente não paravam em pé.
Que fazer? Mentir? Sonegar a informação? Cumprimos, todos, o nosso dever: informar. E nada mais. Os meios de comunicação existem para incomodar. Felizmente. Um jornalismo cor-de-rosa é socialmente irrelevante. A imprensa, gostem ou não os políticos, tem o dever de desempenhar importante papel na recuperação da ética na vida pública.
E o ex-senador Roriz? Reproduzo algumas pérolas contidas em sua carta de renúncia ao mandato: “Somente me pesa na consciência o mal que venho sofrendo, que tanto me tortura e procura turvar uma vida pautada na dignidade pessoal, no respeito ao semelhante, no resguardo da coisa pública, no profundo sentimento cristão.” Após o preâmbulo de uma declaração digna de um carmelita descalço, o ex-senador aponta o culpado por seu percalço: “O furor da imprensa, o açodamento de alguns, as conclusões maliciosamente colocadas lamentavelmente ecoaram mais alto.” A imprensa, mais uma vez, é apresentada como a grande vilã. A reação do ex-senador não merece duas linhas de comentário. Sua renúncia é, de fato, o reconhecimento cabal de sua culpabilidade.
A sociedade assiste, atônita, às conseqüências do pragmatismo aético que se instalou nas entranhas do poder. A governabilidade, palavra tão usada pelo presidente da República, se transformou no outro nome da indecência. Loteia-se a Nação em nome da tal governabilidade. Incompetência e ladroagem caminham de mãos dadas.
Resumo da ópera: não vamos bem. A sociedade está refém de uma miragem provocada pelos bons ventos da economia mundial e pelo furor marqueteiro do Governo. O povo está anestesiado pela força de ações populistas e não consegue ver a agressão que se oculta em cada ato de corrupção. O drama da saúde pública, as filas intermináveis e a injustiça, brutal e endêmica, são resultado da pornográfica corrupção que se oculta sob a névoa de um crescimento de fachada. Mas, como acontece com os dependentes químicos, a depressão é a conseqüência inevitável da euforia artificial. Não se constrói um país sobre um pântano. É impossível.
Ou recuperamos os valores éticos, indispensáveis para o autêntico crescimento sustentado, ou assistiremos indefesos ao suicídio da cidadania. Reagir é preciso!

Carlos Alberto Di Franco, diretor do Master em Jornalismo, professor de Ética da Comunicação e representante da Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra no Brasil, é diretor da Di Franco – Consultoria em Estratégia de Mídia Ltda. E-mail: difranco@ceu.org.br

Cidadania

Existem muitos leitores deste blog que desconhecem a amplitude da palavra cidadania. Imaginam que este blog é uma arma contra Pelotas, contra o magnífico reitor, contra o Diário Popular, contra o prefeito Fetter Júnior, enfim, contra tudo o que diz respeito a Pelotas, uma cidade maravilhosa que merece todo o respeito.
Não é.
Este blog é, sim, uma manifestação legítima, documentada e crítica daquilo que se faz em Pelotas. Ninguém é obrigado a lê-lo. Ninguém é obrigado a tomá-lo como verdade absoluta, mesmo porque este blog apresenta a documentação referencial dos comentários para que cada leitor faça seu próprio juízo. Este blog não representa nenhum partido político, nenhuma entidade ou qualquer interesse além daquele de informar, sob o seu ponto de vista, como se processa a cidadania e a informação numa as cidades mais importantes do Rio Grande do Sul e do país.
Portanto, quando leitores enviam mensagens com ofensas pessoais e desesperadas, este blog sente que seu dever cidadão é cumprido. Questionar autoridades públicas é uma obrigação. Verificar como se gasta o dinheiro público também é. É essa a questão central da cidadania. Exercer direitos sem jamais esquecer os deveres.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Atenção assessoria da Câmara de Pelotas

A palavra "saldada" (que, segundo o dicionário Houaiss significa "liquidada", "paga", "quitada") está escrita de forma errada no site do parlamento pelotense. Da maneira como foi escrita - "saudada" (louvada) - dá-se a impressão que ela foi festejada pelos vereadores. E isso não aconteceu, diga-se, a bem da verdade. Como sei disso? Se tivesse acontecido, a dívida teria recebido uma homenagem da Câmara, com direito a medalha e tudo o mais. Veja o texto e confira as imagens.

PROCURADORIA E ASSESSORIAS JURÍDICAS BUSCAM SOLUÇÃO
PARA PAGAMENTO DE DÍVIDAS DE TRABALHADORES DA EMPEM

Preocupados com a situação dos 16 trabalhadores da pedreira municipal – Empem, que estão com os pagamentos dos seus salários atrasados há três meses, os vereadores buscam soluções e articulam medidas para que a dívida seja saudada.