domingo, 11 de maio de 2008

De olhos bem abertos

O ministério público precisa ficar de olhos bem abertos. Está em curso um golpe para a contratação de uma Oscip (organização civil de interesse público) para contratar funcionários para o Pronto Socorro de Pelotas. É uma armação. É bem capaz que organizações e fundações não muito bem conceituadas de Pelotas queiram entrar nessa boquinha, onde entram milhões de reais de verba pública para pouca prestação de contas. Tem de tomar cuidado para que essa fundação, ou oscip, ou ong ou qualquer outro tipo de entidade desse tipo que se locupleta com grana pública - não avance o sinal e de contratadora de mão de obra passe a querer construir um shopping dentro do hospital.

Cidade: Termo de administração é prorrogado
Com data de vencimento prevista para amanhã, o acordo de prorrogação do contrato da gestão compartilhada do Pronto-Socorro de Pelotas (PSP) foi assinado no final da tarde de sexta-feira. Isso dá aos três gestores - UCPel e UFPel e Secretaria da Saúde - prazo até 12 de junho para fazerem os ajustes necessários à próxima administração, que ficará a cargo da Federal.O documento foi assinado pelo prefeito e pelos reitores. A decisão de prorrogar o prazo se deu para que as instituições possam avançar nas negociações. Um dos temas em discussão é o impedimento legal da UFPel em contratar pessoal para o PSP. Entre as soluções está uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) se responsabilizar por este ponto.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Despotismo

Cururu reassumiu seu cargo na Câmara de Pelotas. Essa discussão fica para depois. O que deve ser discutida agora é a atitude despótica do presidente da Casa, Otávio Soares, em ignorar a volta de Cururu no site que deveria manter os cidadãos pelotenses informados sobre as atividades legislativas oficiais. Essa atitude é típica daqueles que fazem da censura um instrumento de (pretenso) poder. Fora Otávio Soares. Você não é um parlamentar, mas sim um arremedo de político. Sua escola é a do clientelismo barato feita com dinheiro público.
Quanto ao site, "irmãozinho", coloque seu pessoal para trabalhar. Arrume seu site, mantenha a população informada das ações dessa Câmara. Esqueça os programetes medíocres apresentados por uma loira que quer aparecer mais que o entrevistado. Lembre-se: é dinheiro público. Aliás, mal utilizado.


Fetter Júnior vai sentar no banquinho

Leitor atento manda o seguinte post:

Fetter Jr vai dar explicações no Tribunal
Confiram notícia publicada agora a tarde no site do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul:
Tribunal analisa cargos em comissão de Pelotas na segunda-feira
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça vai julgar na próxima segunda-feira (12/5), a Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo Procurador-Geral de Justiça contra a vigência de dispositivos da Lei nº 5.231/06, do Município de Pelotas. A legislação cria 120 cargos que podem ser providos em confiança, entre eles 25 de Assessor Técnico Administrativo ou Coordenador Técnico Administrativo.Argumenta o Procurador-Geral que falta especificação legal das atribuições e também a explicitação se os cargos são de direção, chefia ou assessoramento. A ADI será relatada pelo Desembargador Osvaldo Stefanello. (70020587267).Para ver mais: http://www.tj.rs.gov.br/site_php/noticias/mostranoticia.php?assunto=1&categoria=1&item=64593

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Mudanças na Câmara de Pelotas?

Não sei, não. As moscas mudaram, mas o resto continua o mesmo.

A carnavalesca Cláudia Ferreira

Foliã como ela só, a carnavalesca Cláudia Ferreira quer mudar mesmo a data do Carnaval em Pelotas, para se diferenciar do resto do mundo. Ela é modesta e deveria imaginar algo com 365 dias de duração. Afinal, o Carnaval em Pelotas dura o ano todo.

Cidade: Reunião define que folia 2009 também será fora de época
O Carnaval 2009 em Pelotas também será fora de época, a exemplo do que ocorreu este ano. A decisão é dos carnavalescos e recebeu o aval da secretária de Projetos Especiais, Cláudia Ferreira, em reunião realizada ontem. A data da festa oficial em todo o País será de 21 a 24 de fevereiro e no município ocorrerá de 26 de fevereiro (dois dias após o término na maioria das cidades brasileiras) a 1º de março.Apesar de começar depois, o Carnaval de Pelotas terá abertura oficial em 2 de fevereiro, como acontecerá nos locais de data oficial. Será um pré-Carnaval, no leito da Viação Férrea, passarela a ser mantida em 2009. “Será a mesma, em virtude da troca de governo”, disse Cláudia. Entretanto, ao longo do ano serão realizadas reuniões para analisar um local para o sambódromo definitivo.Como ocorreu este ano, em 2009 o Carnaval pelotense será realizado de quinta-feira a domingo, com entrega da premiação e desfile das entidades campeãs no sábado seguinte. O período foi escolhido pelos dirigentes de agremiações por ficar mais próximo do final da festa popular nas demais cidades, o que ainda deixa os foliões em clima de Carnaval e facilita sua vinda para Pelotas. Programação
Para o dia 29 deste mês está agendado novo encontro entre a secretária e os carnavalescos, quando será definida a programação dos desfiles, com datas e horários das entidades de todas as categorias. Ou seja, até o fim de maio, os acertos estarão praticamente concluídos. (Tânia Cabistany)

Vai ter bolo?

Fetter Júnior comemora um mês sem médico traumatologista. Parabéns, prefeito. Continue assim.

Cidade: Pronto-Socorro completa um mês sem o serviço de traumatologia
Ivelise Alves Nunes
Há exato um mês, o Pronto-Socorro de Pelotas (PSP) está sem o serviço de traumatologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, apesar de os gestores afirmarem que o problema será resolvido em breve, ainda não foi encontrada uma saída para o impasse. O promotor Paulo Charqueiro e o secretário da Saúde de Pelotas, Francisco Isaías, aguardam para hoje a resposta dos médicos a fim de que seja formalizado o termo de ajuste de conduta, intermediado pelo Ministério Público (MP), para a formação da equipe de trabalho e a garantia da estrutura necessária.Os três traumatologistas que se reuniram com o promotor e o secretário da Saúde na última segunda-feira se comprometeram em conversar com colegas na tentativa de encontrar mais dois nomes para fecharem o grupo com cinco profissionais e retornar às atividades. Esta é uma das exigências dos médicos para elaborar a escala de plantões sem riscos de sobrecarga e de assistência precária ao paciente. Assim que forem definidos os nomes que faltam, o MP intermediará o acordo entre todos os envolvidos (Secretaria da Saúde, hospitais e traumatologistas) para garantir a segurança também exigida pelos especialistas para voltar ao trabalho.
Frustração
O promotor Charqueiro vê com tristeza o impasse que mais uma vez atinge o setor da traumatologia do PSP, principalmente pelo fato de Pelotas possuir duas faculdades de Medicina conceituadas e não conseguir resolver uma questão de trabalho como esta, que atinge toda a comunidade. “Estamos todos frustrados”, diz.

Para o secretário Isaías, apesar da interrupção no serviço da traumatologia, as outras áreas continuaram funcionando normalmente e ninguém ficou sem atendimento neste período. “Não tivemos uma tragédia assistencial na área da traumato, embora não tenha sido a ideal”, afirma. Ele lembra ainda que os casos mais graves são encaminhados para Rio Grande ou, em situações de impedimento da transferência do paciente, a SMS compra o serviço.O secretário reforça que a intermediação do MP e do Sindicado Médico do Rio Grande do Sul (Simers) tem sido de extrema importância nas negociações e todos estão empenhados para solucionar o problema. “Não existe má vontade do gestor, do secretário, dos profissionais, de ninguém. Estamos todos nos esforçando para resolver”, complementa. Por fim, Isaías citou que está em discussão com os dois hospitais de ensino (da UCPel e UFPel) a proposta de contratualização da traumatologia.

A voz da cidade

Deu no Instantâneos do Diário Popular:

Instantâneos: Nepotismo
Não consigo entender nem aceitar, que pessoas trabalhadoras, cumpridoras do seu dever, competentes, capazes, responsáveis, honestas, não possam trabalhar no serviço público porque são “parentes”. Agora, até nas empresas privadas estão querendo “queimar”. Fala-se muito hoje, na inclusão, em cotas de vagas nas universidades para negros, enfim, em justiça social, mas tudo isso só vale se não for “parente”. Parente não é gente, parente é vagabundo, é malandro, é fantasma, não precisa comer, vestir... viver. Só falta mandar matar todos. Porque não fiscalizam? Porque não descobrem quem trabalha e quem é sanguessuga? A Constituição não diz que todos serão iguais perante a lei? Qual o pecado de ser parente? Que bom trabalhar com pessoas competentes e que se pode confiar! Não importa ser for “parente”.
Roberto Martinez Nunes
Professor

Plano Diretor e os arranha-céus
Apesar de muito me orgulhar do conjunto arquitetônico ímpar que possuímos, não consigo entender o que se vislumbra como uma verdadeira “caça às bruxas” que o novo Plano Diretor de Pelotas está tentando impor à construção de novos arranha-céus na cidade. Parece-me que a afirmativa de que “prédios altos já foram sinônimos de desenvolvimento” é, para dizer o mínimo, uma visão extrema e não sustentável, haja vista a construção de prédios cada vez mais altos no dito mundo desenvolvido, verdadeiros atestados da inventividade humana.Nosso sítio histórico – belíssimo – há muito perdeu sua identidade original, e hoje resta-nos contemplar os marcos evidentes da evolução através dos diferentes estilos que integram o passado e o presente rumo ao futuro. Mas por que cercear esse último? Acredito que a maioria da população da cidade queira, como eu, a preservação dos grandes monumentos arquitetônicos que evocam um passado pujante; mas acredito também que grande parte dos cidadãos gostaria de ver todas as correntes arquitetônicas representadas no desenvolvimento futuro da cidade, incluindo-se aí (e por que não?) a construção de grandes prédios, autênticos testemunhos da contínua evolução e engenhosidade do ser humano.
Pedro L. B. Fickel
Professor

À procura

Inúmeros aviões da FAB (Força Aéra Brasileira) tipo caça sobrevoaram Pelotas ontem à tarde. Estavam à procura de quem? Nomes não faltam. Respostas para este blog.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Fora, magnífico reitor César Borges

O que, de fato, o magnífico reitor César Borges faz? Onde ele trabalha? O que ele decide? O que tem de decidir? O que ele faz enquanto se deleita a flanar qual nefelibata com o shopping que dará milhões de lucro - para a Ufpel, é claro? Enquanto isso, leia abaixo, notícia publicada na Zero Hora:

Estudantes de Odontologia da UFPel fazem protesto em Pelotas
Alunos reclamam melhorias nas salas de cirurgia, que teriam sido prometidas desde novembro
Atualizada em 07/05/2008 às 16h03min;

Rafael Varela, Pelotas rafael.varela@zerohora.com.br
Alunos do curso de Odontologia, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) protestam desde a manhã de hoje em frente ao prédio da faculdade, no centro da cidade. No começo da manhã, os alunos, que reivindicam melhorias nas salas de cirurgia, interditaram a passagem de veículos na frente do prédio, pela Rua Gonçalves Chaves. Os alunos aguardam pelas reformas, prometidas pela direção do curso desde novembro do ano passado. Com a falta de equipamentos, cerca de 120 estudantes estão sem aula, e mais de cem pacientes de baixa renda ficaram sem atendimento gratuito.

Piuiiiiiii

O trenzinho do Fetter Júnior vai partir. E com o aval da Câmara! Pelotenses: esse pessoal que está aí representa apenas seus próprios interesses e tem pouco apreço à cidade e aos cidadãos. Fora com eles! As eleições estão chegando. É a hora certa de se livrar desses aproveitadores. Vamos ver como o jornal de Fetter Júnior vai tratar o assunto (se é que a matéria não foi enviada diretamente para o periódico pela valorosa - e numerosa - equipe de comunicação da prefeitura). Cadê o Ministério Público?

PS.: secretária Ana Berenice: chamar professor substituto de "peça de reposição" é de um mau gosto terrível e mostra bem o seu despreparo para a função. Faltou sensibilidade e educação. Professor não é coisa e nem deve ser tratado como tal. Mas não vou falar sobre isso, pois corro o risco de dar bom dia a cavalo, se é que você me entende. E, ademais, faltou competência de sua parte para prever e solucionar problemas que ocorrem em todos os municípios do país todos os dias. E mais: um administrador que tem 359 licenças em seu quadro de colaboradores deveria, ao menos, saber que tipo de problema acontece no local de trabalho para tentar evitar tanta falta. Choramingar só explicita a sua incompetência em tratar o assunto como se deve, cara Ana Berenice. Aliás, por excesso dela, alunos cujos pais-cidadãos pagam impostos, ficaram sem aulas. Envergonhe-se Ana Berenice. Envergonhe-se. Você não sabe o que fala.

Contratações: proposta do Executivo é aprovada pela Câmara (publicado no site oficial)
O projeto de Lei encaminhado pelo Executivo Municipal para o preenchimento de vagas em caráter emergencial foi aprovado hoje (07) à tarde pela Câmara de Vereadores. Conforme a proposta, das 190 vagas solicitadas 81,05 % foram destinadas à área social, com 52,11% direcionadas à Secretaria de Educação (SME). De acordo com o secretário municipal de Coordenação e Planejamento, Arthur Corrêa, todo este processo se desencadeou para atender a uma determinação legal, solicitada pela Promotoria Pública, com Lei específica. “Tendo em vista o vencimento de alguns contratos, a expiração de prazo do último concurso e diante da necessidade de suprir a carência de vagas, precisávamos desta reposição. Só que desta vez, a maneira que vinha sendo adotada para as contratações desde o governo anterior não foi aceita”, explicou Correa, reiterando: “Com a argumentação de inconstitucionalidade, pela promotoria, da Lei 5.011/03 criada pelo governo anterior, até então em vigência e nunca contestada, precisamos criar outra, detalhando números e prazos de contratações”. Ainda conforme a justificativa do Executivo Municipal, a contratação se fez necessária para evitar a interrupção na prestação de alguns serviços essenciais, com maiores carências na área da Educação, Saúde e Cidadania, sendo que em cerca da metade das vagas já se encontravam ocupadas, necessitando apenas de renovação.
Detalhamento
As contratações solicitadas pela Prefeitura terão prazos até 31 de dezembro, ou para os cargos cujas vagas estão processo de concurso até a realização do mesmo. As 190 vagas emergenciais foram distribuídas em três eixos: administrativo (7,8%); Sociais (81,05%) e Cidade (11,05). Dentro de eixo Social as secretarias de Educação e Saúde (SME/SMS) foram as que mais apresentaram lacunas ficando com 99 e 50 vagas respectivamente.
Educação
A aprovação desta contratação chega em boa hora para a rede municipal de ensino. Segundo a Secretária de Educação, Ana Berenice dos Reis, a carência da SME em alguns setores já era preocupante: de fevereiro até agora são 359 licenças concedidas e muitas delas sem “peças de reposição”, o que ocasionou o atraso no começo das aulas de algumas turmas e outras que ainda não tiveram aulas de disciplinas como Educação Artística e Português. “Mesmo com a complementação da carga horária, por alguns professores, em outras situações já não havia mais como remanejar”, disse, exemplificando o caso da escola João da Silva Silveira: “Em janeiro o quadro daquele educandário estava devidamente fechado, no entanto, na semana do início do ano letivo, três professores saíram com licença de saúde”. A aprovação desta nova lei vai regularizar estas situações, concluiu.
Data: 07/05
Hora: 17:44
Redator: César Soares

Prêmio do Bolsa-Família por práticas inovadoras? Cururu que o diga...

Pelotas ganhou um prêmio, esse tal de Prêmio Práticas Inovadoras na Gestão do Programa Bolsa- Família. É merecido. Em Pelotas, tem vereador cuja família recebia o salário por absoluta falta de confiabilidade no cadastro. Parabéns, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome pela sua análise e competência. Parabéns, Fetter Júnior. E, claro, parabéns, Cururu.

Prefeitura conquista prêmio do Bolsa-Família (site oficial)
A Prefeitura de Pelotas, por intermédio da Secretaria Municipal de Cidadania (SMC), foi premiada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome(MDS), com o Prêmio Práticas Inovadoras na Gestão do Programa Bolsa- Família. O Prêmio é destinado exclusivamente às experiências de gestão pública do Programa Bolsa Família(PBF), identificando práticas bem sucedidas, inovadoras e a valorização das equipes de trabalho envolvidas no processo de gestão do PSF. Agora, a SMC disputa a segunda etapa do Prêmio, na qual seis práticas municipais e quatro estaduais concorrerão a participar de missão para conhecer uma experiência internacional de transferência de renda, com todas as despesas custeadas pelo MDS. Vinte práticas municipais e sete estaduais foram selecionadas para receber o Prêmio Práticas Inovadoras do MDS. A premiação consiste em certificação de reconhecimento pela contribuição aos objetivos do PBF com relato publicado no site do Ministério. Sete categorias de práticas de gestão disputaram o prêmio: cadastramento de público alvo – gestão de benefícios – gestão de condicionalidades – fiscalização – controle social – articulação de atividades de qualificação profissional, geração de trabalho e renda – acompanhamento das famílias beneficiárias e integração entre o PBF e o Programa de Atenção Integral às Famílias. Pelotas concorreu na categoria Cadastramento de Público-Alvo com o tema ”Buscando Novas Experiências”, sendo considerado pelo MDS um importante instrumento de gestão, até mesmo para implementação do mesmo nos demais municípios do país. O trabalho apresentado pela equipe da Secretaria de Cidadania de Pelotas foi determinado diante a prática executada junto às famílias atendidas no PBF e pelas ações desenvolvidas para qualificação de pessoal e de infra-estrutura.A responsável pelo projeto foi a assistente social, Alessandra Moura, que com toda equipe de técnicos, assistentes sociais e funcionários da SMC, apresentaram o trabalho feito com as 16 mil famílias beneficiadas pelo Bolsa Família no Município. O projeto apresentado consiste:Trabalho intersetorial e de cooperação realizado pela SMC com os demais órgãos de governo e instituições de ensino; benefícios para atendimento às famílias, com a aquisição de equipamentos de informática; atualização de dados de forma informatizada; instalação de programa para implantação do sistema da Caixa Econômica Federal; reformulação da infra-estrutura para atendimento; convênio com universidades para contratação de estagiários; aquisição de veiculo exclusivo para verificação in loco nas residências dos beneficiados; realização de capacitações e qualificações dos técnicos e demais agentes envolvidos diretamente com os usuários do PSF; articulação entre o PSF e os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS); realização de atividades profissionalizantes; criação de áreas e espaços de lazer; realização de atividades em grupo; acompanhamento sistemático das famílias, entre outras ações desenvolvidas pela SMC. Toda avaliação das ações também foram enviadas ao MDS. O Programa completo Buscando Novas Experiências da SMC pode ser conferido no site do MDS: www. mds.gov.br/bolsafamilia/observatório.Data: 07/05Hora: 19:53Redator: Laura Alam mtb1928

Vereadores votam hoje o "trenzinho da alegria do Fetter Júnior"

É hoje. Vamos ver quem vai votar a favor desse trenzinho da alegria proporcionado pelo prefeito Fetter Júnior no apagar das luzes de seu mandato. O que está em jogo é a urgência esse pedido. Ela não existe. A falta de funcionários pode até ser crônica, mas não aconteceu do dia para a noite, e, portanto, não pode se emergencial. 192 funcionários de uma hora para outra? O prefeito dormiu no ponto. Fetter Júnior tirou isso da cartola, com propósitos bem definidos. O Ministério Público deve verificar o que está por trás dessa emergencialidade.

Cidade: Câmara promete votar contratos emergenciais
Anna Fernandes
Os vereadores devem decidir hoje o futuro das contratações emergenciais do município. Após reunião com os secretários de Educação, Ana Berenice dos Reis, e Planejamento, Arthur Corrêa, além de diretores de algumas escolas, foi prometida a votação da mensagem 038/2008 do Executivo, no qual são previstas 192 contratações de emergência. Porém, os quatro parlamentares presentes no encontro comprometeram-se em apreciar apenas os cargos referentes à Secretaria de Educação (SME), pois os demais, das Secretarias de Saúde (SMS) e Cidadania (SMC) não foram justificados pelo Governo. Segundo o vereador Ivan Duarte (PT), na semana passada, em encontro com o promotor Jaime Chatkin, teria sido sugerido o uso de complementação da carga horária dos servidores existentes no quadro da SME. O secretário de Planejamento relembrou o inquérito civil aberto pelo próprio Chatkin, em que são investigados os desdobramentos de professores na rede pública de Pelotas e fez ressalvas quanto ao método. “Mandamos as informações solicitadas. Julgamos que foram satisfatórias, não recebemos mais pedidos. A Administração nunca disse que não daria novas complementações, apenas seriam avaliadas para não existirem equívocos”, destacou Arthur Corrêa.Por estar substituindo provisoriamente Chatkin, o promotor Paulo Charqueiro preferiu não se manifestar sobre o assunto.
Concurso público
Uma das questões colocada em xeque é o caráter emergencial dessas contratações. “A admissão deve ser por tempo determinado para atender necessidade temporária de excepcional interesse. Não pode perpetuar a pessoa neste contrato, nem mesmo com a complementação”, disse Duarte.Conforme Corrêa, o concurso público com inscrições abertas da prefeitura servirá para suprir a demanda e enquanto estiver em vigor a seleção pública não deverão ser utilizados os contratos emergenciais. “Ao abrir vaga, automaticamente será chamado o próximo na lista de aprovados. Com exceção dos casos em que não existe mais aprovados”, concluiu.Exemplos na redeEntre as escolas que enfrentam o problema da falta de professores e de agentes administrativos estão o Colégio Municipal Pelotense e a Escola Municipal João da Silva Silveira, de Monte Bonito.A diretora do Pelotense, Marita Nedel, explica que ao iniciar o período letivo informou à Secretaria de Educação (SME) sobre a falta de professor para a disciplina de Física aos alunos surdos, de intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e de agentes administrativos. “No total são 20 alunos surdos, distribuídos entre as primeiras, segundas e terceiras séries do Ensino Médio sem aula, de uma disciplina considerada de difícil aprendizado”, observa a diretora.O problema mobilizou alunos, pais, professores e direção da Escola Municipal João da Silva Silveira, que realizaram um protesto no dia 16 de abril em frente à sede da SME. O motivo também era a falta de professores desde o início do ano letivo, nas disciplinas de Matemática e Artes. A diretora Maria Coreth Lopes foi informada no dia do ato, pelo secretário adjunto Lino de Jesus Soares, que uma liminar impedia a contratação de novos servidores e que a Procuradoria Geral do Município havia recorrido da decisão junto ao Tribunal de Justiça do Estado (TJE). (Jussara Lautenschläger)Complementações
Mesmo com o uso dos desdobramentos, não seria possível suprir a carência da rede, pois é necessário disponibilidade de horário e aceitação do educador. “A gerência de recursos humanos na educação é um processo dinâmico. Precisamos lidar com licenças e exoneração dos profissionais a todo instante. Não é um quadro estável. Iremos buscar as complementações como uma das formas de solucionar o problema, mesmo assim é importante a aprovação desta lei”, ressaltou a secretária Ana Berenice. Na reunião de ontem foram apresentados três levantamentos (SME, Conselho Municipal de Educação e Câmara de Vereadores) das necessidades da rede e algumas funções apresentavam números desencontrados. A divergência foi justificada pela secretária por causa do tempo transcorrido entre a pesquisa e a apresentação. Desde fevereiro teriam sido registradas em torno de 300 licenças de servidores municipais.
Interesse
O principal pedido dos parlamentares presentes era discutir a importância destes cargos e entender o processo de contratação na rede municipal. “Ficou claro o interesse público da criação destes cargos. Mas a situação complica porque não há justificativa da demanda. Os motoristas solicitados, por exemplo, a SME explicou a necessidade. Também sei que o aumento da frota pode ter ocasionado esse pedido, todavia, era importante a explicação”, argumentou o vereador Eduardo Leite (PSDB). Por outro lado o vereador professor Adinho (PPS) demonstrou preocupação no caso dos 63 servidores atualmente irregulares na prefeitura. A liminar do Ministério Público (MP) suspendendo os contratos emergenciais atingiu esses funcionários na etapa de admissão. Corrêa garante que esses trabalhadores estariam incluídos na mensagem. De qualquer forma, a SME já verificou a necessidade de outros 58 servidores para o preenchimento temporário de vagas em aberto por afastamento de pessoal.

Cururu volta e Sizenando fica?

O folclórico Cururu deve voltar para a Cãmara pelotense. Fico cada dia mais convencido que Cururu é o menor mal que existe naquela casa legislativa. Ah, Sizenando fica.

Retorno
Do Tribunal de Justiça, também em Porto Alegre, ontem à tarde, vem outra informação que mexe com a Câmara de Vereadores. O ex-vereador Cururu Insaurriaga (PV), cassado pela maioria dos edis por falta de decoro parlamentar, obteve liminar que lhe assegura, temporariamente, reassumir o mandato. O Foro local deve ser comunicado para posterior cumprimento.


Cidade: Sizenando segue na Câmara e Cururu obtém reintegração
Anna Fernandes
A composição da Câmara de Vereadores poderá mudar novamente. O desembargador da 4ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJ/RS), Vasco Della Giustina, deferiu a antecipação de tutela recursal determinando a reintegração de Cururu Insaurriaga (PV) no Legislativo e a suspensão da inelegibilidade decorrentes da cassação em 20 de março deste ano. Outro que também teve decisão favorável, desta vez no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RS), foi o vereador José Sizenando (PPS), inocentado da acusação de infidelidade partidária.O advogado de Cururu, Eugênio Costa, não quis dar informações sobre a liminar. “Não tem o que contestar. A liminar está no site do TJ. Porém, prefiro aguardar a publicação, pois pode ter sido deferida parcialmente”, informa. A assessoria do desembargador informou o final da decisão na qual consta: “Defere a antecipação de tutela recursal para o fim de determinar por ora a reintegração do agravante (Cururu) e suspensa a inelegibilidade”. A concessão da liminar não significa que a situação será mantida. Segundo a assessoria jurídica do Legislativo, existiriam dois caminhos: pedir a revogação da decisão do desembargador ou analisar o rito da comissão processante e anular a partir do momento em que a Justiça considerou ilegal a prática. Com isso, poderia ser feita uma nova votação na Câmara de Vereadores.Fidelidade partidáriaO vereador José Sizenando foi absolvido por unanimidade da acusação de infidelidade partidária apresentada pelo Partido Progressista (PP) em 26 de novembro de 2007. O TRE/RS acatou os argumentos da defesa - de perseguição política de natureza pessoal, o que acarretou na desfiliação do parlamentar. “A decisão foi baseada em vários episódios ocorridos, como aquele em que o vereador precisou recorrer ao município vizinho para concorrer como deputado estadual pelo PP”, informou o advogado de Sizenando, Fabrício Matiello.A sigla solicitou judicialmente a decretação de perda do mandato eletivo baseado na Resolução 22.610 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que disciplina a mudança de partido. Porém, alguns casos podem ser considerados justa causa, como perseguição política.

Mais grana para a escola do padre

Governo federal libera mais uma graninha para a Sociedade Pelotense de Assistência à Cultura, a mantenedora da Universidade Católica de Pelotas. De grão em grão a dinheirama chega lá.

Número Convênio: 559385
Objeto: PROGRAMA DE SUPORTE à PóS-GRADUAçãO DE INSTITUIçõES PARTICULARES - PROSUP
Órgão Superior: MINISTERIO DA EDUCACAO
Convenente: SOCIEDADE PELOTENSE DE ASSISTENCIA A CULTURA SPAC
Valor Total: R$ 495.258,40
Data da Última Liberação: 02/05/2008
Valor da Última Liberação: R$3.274,00

terça-feira, 6 de maio de 2008

Pizza

Vai acabar em pizza. Alguém duvida?

Contratos emergenciais (Diário Popular)
Na sessão ordinária de hoje na Câmara de Vereadores serão analisadas as contratações emergenciais do Executivo. O promotor Jaime Chatkin conseguiu liminar no Ministério Público (MP) suspendendo as contratações emergenciais no município para analisar se essas admissões seriam utilizadas de forma eleitoreira. O MP voltou atrás na decisão e determinou que o assunto passe por votação no Legislativo. Segundo o presidente da Casa, Otávio Soares (PSB), a questão será debatida em plenário, pois inicialmente estariam previstos pouco mais de 60 funcionários, mas a mensagem apontaria 192 contratos emergenciais.

domingo, 4 de maio de 2008

O IPTU do sr. Wolney

O sr. Wolney é um contribuinte do IPTU pelotense. Tão igual a tantos contribuintes que existem em Pelotas. Tão igual no sofrimento e na decepção de contribuir e não ver resultado nenhum. Sua carta, publicada na seção Instantâneos no Diário Popular, é o retrato sereno de um cidadão decepcionado com o que vê. O sr. Wolney está desesperançado. Certamente vai querer mudanças. Como tantos outros contribuintes pelotenses.


Instantâneos: IPTU e o contribuinte
Falar de IPTU nessa época do ano pode soar um pouco estranho, mas a verdade é que esse imposto vale para o ano todo e, ou já o pagamos integralmente em cota única ou estamos pagando mensalmente. Todos os anos a administração pública apela para os contribuintes anteciparem o pagamento para que possam cumprir com seus compromissos de final de ano, que são muitos e para todos, não só para ela. Espera-se com isso que os compromissos com o contribuinte sejam honrados sempre e a qualquer tempo. Resido em uma região onde se paga um dos maiores, se não os maiores, valores referentes a esse imposto e como cidadão e contribuinte não tenho sido atendido pela administração pública em questões básicas como é o caso da iluminação pública. Na rua 1 do loteamento Vila Assunção, apenas na quadra entre as ruas Anita Garibaldi e General José Artigas, existem cinco postes de luz, de um total de nove, onde as lâmpadas estão queimadas há muito tempo e, apesar das inúmeras solicitações feitas ao setor responsável da prefeitura, nada foi feito até o momento sob as mais variadas alegações. Sem luz aumenta não só a sensação de insegurança, mas a própria insegurança e as chances de roubos, assaltos etc. Será necessário que algo trágico aconteça para que as medidas sejam tomadas? Será necessário acionar o Ministério Público para que nossos direitos sejam atendidos? Sinceramente, espero que não.
Wolney Nunes
Contribuinte

A bolha de Fetter Júnior

Fetter Júnior é mesmo um artista. Para usar uma imagem utilizada no futebol, ele cobra o escanteio e corre para a área cabecear. Leia a entrevista. Analise as perguntas. Analise as respostas. Lembre-se que Fetter Júnior é acionista importante do Diário Popular. E que está em campanha à Prefeitura. A interpretação de tudo isso fica por conta do leitor, do cidadão pelotense.


Cidade: “Estamos num processo positivo, não é apenas uma bolha.”
Jarbas Tomaschewski
Diário Popular - Tivemos na última semana o anúncio da construção de mais um shopping center em Pelotas, como tantos outros que já foram anunciados. Por que a população deve acreditar que esse empreendimento será construído?
Fetter Júnior - Eu não tenho dúvidas de que Pelotas comporta um shopping center. Eu acredito que comporta mais do que um. De um lado porque o tamanho da cidade, com 350 mil habitantes, tem um mercado consumidor específico. Tem cidades com o número muito menor de habitantes que já têm um shopping center. Na volta de Porto Alegre, na Serra, são regiões muito mais ricas que a nossa, mas com uma população muito menor.Além disso, Pelotas é um pólo na região com mais de um milhão de habitantes, que têm o hábito de vir comprar aqui, vir ao médico, estudar. Pelotas, ao contrário de outras cidades até mais ricas, mas que não conseguem polarizar, é pólo para Canguçu, Piratini, Pinheiro Machado. Por causa disso a gente não pode considerar o mercado apenas desses 350 mil habitantes, mas o consumidor de toda uma região.Em segundo lugar eu entendo que nós vivemos um momento diferente de outras épocas. Estamos num círculo virtuoso, colaboram uma série de fatores. De um lado a prefeitura está fazendo a sua parte, com expressivos investimentos públicos, qualificando a cidade. Tem uma conjugação de fatores, de empresas daqui se expandindo e empresas de fora vindo (o prefeito cita a metalúrgica paulista Prada, a Casas Bahia e a Nutracel, que adquiriu a Irgovel), e do outro lado, além dos investimentos públicos e de um processo ativo de atração, temos grandes investimentos acontecendo na região, que vão dinamizar ainda mais, como é o caso da Votorantim, do Pólo Naval, de Candiota. É uma soma de fatores que nos dá a certeza de que já estamos num ciclo positivo. Não é uma coisa que se desmancha no ar, é um processo. Nós temos ainda um ano normal na agropecuária, na produção de arroz, bons preços. Então também a base tradicional da economia passa por um bom momento e isso injeta recursos. Tudo mostra que estamos num processo positivo, não é apenas uma bolha. E seguramente quem quer fazer um empreendimento tipo shopping center e olha esse mercado, olha a tendência e diz: “Se esse negócio tá acontecendo, se esta região vai superar as suas dificuldades históricas e começa um processo de desenvolvimento, é a hora de botar o dinheiro aí. O shopping viu o que tanta gente tá vendo e só os daqui não vêem. As transformações são de longo prazo. Eu disse isso no lançamento que nós temos um problema de baixa auto-estima e insucessos econômicos e uma frustração com o shopping tantas vezes anunciado. Eu acredito que vão fazer, há razões objetivas de mercado e de economia para que dê certo. As pessoas que estão envolvidas, as empresas que estão envolvidas são empresas que têm um histórico. Isso não depende de mim, é um investimento privado, mas as evidências são de que é sério e de que deve acontecer. Pelotas tem porte, precisa e já tem uma certa frustração pelo fato de várias vezes ter sido anunciado. Existem expectativas antigas, que eu acredito que estão maduras. Só não dá para querer fazer cinco ao mesmo tempo.
DP - E do shopping da Universidade Federal de Pelotas?
Fetter Júnior - Eu espero que aconteça. A Federal tem um bom projeto, aparentemente tem associados capazes de investir e no meu ponto de vista existe espaço e mercado para os dois. Espero que um não acabe desestimulando o outro. Não sei se terá espaço para muitos outros, acho que para os dois tem, e a nossa aposta é de que realmente os dois aconteçam.
DP - Pelotas está no meio de um bombardeio de anúncios de investimentos. Florestamento, Pólo Naval, instalação de uma fábrica de celulose. Isso faz com que se reflita sobre o perfil que a cidade deve assumir diante de mudanças econômicas regionais fortes e a curto prazo. Como o senhor analisa esse quadro?
Fetter Júnior - Quando a gente fez o Banco de Dados nós fizemos uma análise de que Pelotas representa 40% do comércio da região e no caso de serviços e de educação muito mais do que isso. No caso de serviços públicos é quase dois terços da região. Justiça Federal, Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Estadual, todos os serviços. Tudo isso faz as pessoas convergirem pra cá. Esses grandes investimentos, por exemplo o florestamento, não ocorrem em Pelotas. Do número de hectares plantados - 100 mil -200 serão plantados em Pelotas. Não é aqui, é na região principalmente, o que é uma coisa boa. Estão usando áreas que normalmente não são usadas pela agricultura. Não está se deslocando a produção agrícola, está se gerando um fim econômico para uma terra de difícil aproveitamento. Sem dúvida isso vai diversificar a economia da região, mesmo sem os investimentos no plantio e no futuro a fábrica não venha acontecer aqui. Eu ainda tenho esperança que a fábrica (da Votorantim) possa ser em Pelotas. Nós estamos no páreo, mas é uma decisão empresarial. Se vai ficar em Arroio Grande, Pedro Osório, Rio Grande, Pelotas, naquelas cidades do triângulo, não é uma escolha que eu possa fazer. Eu sei que Pelotas poderá receber a fábrica. Mas mesmo na hipótese de que Pelotas não venha sediar a fábrica, vai ser o pólo comercial. As pessoas vão residir aqui, as famílias vão estudar aqui, vão fazer compras aqui e, de uma forma ou de outra, isso vai nos beneficiar. Como o Pólo Naval, mesmo ocorrendo em Rio Grande, tem muita gente morando nos hotéis de Pelotas, alugando casas, vindo jantar, vindo fazer compras no fim de semana. Candiota é a mesma coisa. Mesmo que estes investimentos não sejam especificamente aqui, acabarão se refletindo na saúde, na educação, no comércio, nos restaurantes, nos hotéis. Eu não tenho dúvidas que esse desenvolvimento regional se refletirá em todos os ramos daqui.
DP - Em pouco tempo um novo prefeito vai assumir Pelotas e a situação financeira da prefeitura costuma ser a principal reclamação nos primeiros meses de governo. Em 1º de janeiro de 2009 qual vai ser a realidade do caixa do município?
Fetter Júnior - Pelotas tem um orçamento pequeno para a sua população e as suas necessidades. Grande parte da nossa receita não está no nosso controle. Se esse ano o Estado crescer a nossa percentagem segue um valor maior. Se o País crescer a nossa percentagem segue um valor maior. Isso não está nem no meu controle nem depende de Pelotas especificamente, depende de fatores estaduais e nacionais. A gente faz sempre uma relação que pega o orçamento da prefeitura e divide pelo número de habitantes. Nos últimos anos isso dá mais ou menos R$ 600,00 para cada habitante por ano. É o que o prefeito de Pelotas tem para gastar, para prestar tudo que é serviço. Rio Grande, aqui do lado, tem R$ 1,2 mil, Santa Vitória R$ 1,2 mil. Em Caxias esse número é R$ 1,5 mil, em Porto Alegre o prefeito tem mais de R$ 2 mil para gastar com cada habitante. Eu tenho que administrar R$ 600,00. Isso é mais difícil ainda porque nesse valor está tudo. Tá o pagamento do salário e aí já foi a metade do dinheiro. Só sobrou R$ 300,00 então para pagar o professor, o médico, os agentes de trânsito, o advogado, o engenheiro, o farmacêutico. O que sobra para investimento, para pagar dívida, é 10%. Vão direto para pagar dívidas dos outros governos. O que sobra para investir, de fato, é de 3% a 4%. Nos últimos dois anos deu R$ 8 milhões, mas teve ano que deu R$ 6, teve ano que deu R$ 12 milhões. O normal é R$ 8 milhões. Tu mal consegue resolver os casos mais urgentes, tapar buraco, trocar alguma lâmpada, aumentar uma escola. É muito pouco e isso é uma realidade. Nós só vamos recuperar isso aí quando a cidade tiver reflexos desse circuito virtuoso, aumentar o seu pique, a sua economia, o orçamento da prefeitura depende desse dinamismo.Administrar Pelotas foi sempre muito difícil, porque se tu errar tu não tem um centavo para investir. Qualquer prefeito que administrar Pelotas sempre vai ter o caixa escasso e isso vai se resolver a médio e longo prazo. O que nós fizemos? Uma tarefa que não é popular, que é colocar a casa em ordem. Significa pagar as dívidas em dia, pagar os aluguéis atrasados - nós devíamos aluguel para todo mundo. Os “caras” estavam retomando os prédios, nós não tínhamos negativa do Governo Federal nem do Governo do Estado. A prefeitura estava no SPC (Estado - Cadin e União - SAF). Quem tá no SAF e no Cadin não recebe nem dinheiro a fundo perdido, nem dinheiro de presente. Nós zeramos isto aqui, renegociamos dívidas, pagamos dívidas, aprovamos as contas no Tribunal de Contas, conseguimos cumprir a lei de responsabilidade fiscal - que tem percentuais muito rígidos - começamos a pagar os precatórios, que não eram pagos desde 1997. A prefeitura estava ameaçada de uma intervenção do município. Fizemos um acordo com o Tribunal Regional do Trabalho e todos os meses depositamos R$ 200 mil. Se não faz isso primeiro não cumpre a lei, segundo está num estado de intervenção e terceiro não consegue captar recursos. Foi um enorme esforço. Usamos medidas que não são populares, mas se você não faz isso não se habilita a conseguir dinheiro. Estamos zerados nas contas do Estado, na União, no Tribunal de Contas, no Tribunal do Trabalho. Nos habilitou a receber dinheiro com o financiamento. Mas para receber dinheiro você tem que ter uma segunda coisa, tem que ter projeto, porque ninguém te dá dinheiro para fazer uma casa se não tem uma planta, ninguém te dá dinheiro para fazer uma estação de esgoto se não tiver projeto da estação de esgoto, ninguém te dá dinheiro para uma estação de lixo se não tiver projeto de uma estação de lixo, ninguém te dá dinheiro para pavimentar se não tiver projeto para pavimentação. Enquanto a gente colocava a casa em ordem e pagávamos as contas em dia, fizemos o trabalho de elaborar projetos. Quem assumir a prefeitura de Pelotas vai administrar um caixa do dia-a-dia muito apertado e vai contar com grande volume de recursos para continuar os investimentos que estamos iniciando. O Banco Mundial é um projeto para cinco anos, este é o primeiro. Portanto, as obras não se esgotaram esse ano. O PAC uma parte será feita esse ano, mas não ficará todo pronto. O futuro prefeito vai encontrar as contas em dia, a prefeitura fora do SPC, uma margem muito pequenininha, ou seja, ele terá que economizar num palito de fósforo, no cafezinho, na gasolina e tudo mais para poder continuar no verde e, portanto, continuar recebendo dinheiro de fora. Nós não temos gordura. Se o País crescer bastante, se o Estado crescer, se a própria economia local crescer, como está crescendo, nós acreditamos que isso tudo vai contribuir para que nós próximos anos o orçamento da prefeitura seja maior. Quem estiver na prefeitura vai ter menos aperto do que eu tive. Posso dizer que nesses dois anos que eu estou aqui - assumi em 2 de março de 2006 - foi muito difícil de fazer o trabalho que ninguém valoriza, que era pagar conta, fazer projeto. As pessoas não vêem isso. Elas acham que tu não tá fazendo. Mas agora é a hora que essa árvore começa a dar vários frutos.
DP - O senhor tem um prazo para lançar as licitações (1º de junho) e isso atinge diretamente as obras do projeto Pólo do Sul e o PAC. Quais serão as prioridades?
Fetter Júnior - As prioridades estão definidas. No caso do PAC, na habitação, que são R$ 23 milhões. É a fundo perdido, foi assinado em setembro do ano passado e as licitações já estão na rua. Faltam três ou quatro apenas relativas à área da Farroupilha. Isso vai ser feito antes de junho. No PAC Saneamento eu tenho que assinar o contrato até junho, depois eu posso fazer as licitações. O que eu não posso é assinar o contrato e assegurar os recursos. Então nós poderemos iniciar. É claro que quatro estações de esgotos não ficam prontas em dois dias, em dois meses. São obras que nós vamos assinar o contrato, licitar a obra, mas ela não ficará pronta até a eleição. Ela poderá continuar no período eleitoral, ela não pode se iniciar no período eleitoral. Nós também achamos que haverá tempo da mesma forma que a estação de tratamento de lixo, que é o terceiro PAC, de R$ 8 milhões. O projeto está pronto e nós só aguardamos a liberação do Governo. No de habitação já está tudo na rua. Algumas já em obras, como é o caso do Osório. Para a construção das habitações já foi publicada a licitação. É agora em maio que abre. Isso tá tudo fora do período eleitoral. Saneamento eu dependo da liberação do Governo Federal. Temos mais duas de pavimentação que estamos aguardando a liberação do Banco Mundial. Também está na rua a recuperação do parque Dom Antônio Zattera e da quadra da rua 7 de Setembro, a quadra histórica em frente ao Guarany, a casa Dois. Nós já encaminhamos ao Banco Mundial outras licitações que eles têm que liberar, por exemplo a de uma rede de 20 quilômetros de distribuição de água na colônia. Estamos mandando as licitações e na medida que eles autorizam a gente faz. Muitas vezes eles exigem que a gente faça correções, então isso leva de dois, três, quatro meses. Aí tu publica e tem de dar 45 dias de prazo para as empresa apresentarem, depois julga, tem o prazo de recursos, vai de novo para o Banco Mundial. É uma burocracia enorme que as pessoas não se dão conta.
DP - Se o seu nome for ratificado pelo partido para a disputa da prefeitura o senhor vai ter que se desdobrar, cuidar do município e se envolver na campanha sem um vice-prefeito para lhe dar um suporte. O senhor já imagina como vai administrar essa situação?
Fetter Júnior - É, vai ser uma situação que vai exigir muito. Administrar Pelotas exige quase todo o tempo da gente e eu tenho me dedicado basicamente três turnos, sete dias por semana, para poder fazer com que isso tudo aconteça. Se o dia-a-dia já é complicado, imagina com todas essas obras. Eu não tenho dúvida que vai ser bastante exigente. Eu acredito que a equipe está qualificada para fazer isso, está preparada e a partir de julho você não poderá iniciar coisas novas. Só continuar o que já está tratado. Eu pretendo trabalhar bastante na prefeitura e fazer campanha fora do horário de expediente.
DP - Parece que até agora está difícil para todos os pré-candidatos encontrar um vice. O senhor passa por essa dificuldade, o seu partido passa por essa dificuldade também? A negociação está difícil?
Fetter Júnior - Olha, eu faço muita comparação de que a política de uma certa forma é muito semelhante ao relacionamento entre duas pessoas. Quando você é solteiro e tá numa idade de procurar um parceiro, você vai num baile, numa festa, caminha na rua e olha para a pessoa e gosta do jeito. Não é uma coisa que você chega e diz: “Olha, você é o meu parceiro ideal, vamos casar amanhã”, tem um processo. Se num relacionamento entre apenas duas pessoas isso leva geralmente um bom tempo desde o namoro até o casamento, imagine entre grupos de pessoas que têm os seus compromissos que são os partidos. Não é uma tarefa simples fazer esse acordo e fechar essas coligações. Nós, como os outros, estamos conversando com muitos grupos, existem vários pretendentes interessados, seja da nossa parte, seja da parte deles, mas isso é como dançar tango: é um pra frente e dois pra trás, um pro lado e dois pro outro. Não é rápido e eu acho que as coisas estão caminhando com a velocidade possível dentro de um quadro onde você tem um multipartidarismo. As alianças são uma realidade. Quem quiser governar Pelotas terá que conseguir fazer alianças. Nós estamos vendo se as pessoas que estão namorando conosco realmente querem de fato, se têm chance de namoro ou não. É uma confusão, não é fácil.
DP - O financiamento do Banco Mundial vai estar nos dois lados da balança durante a campanha eleitoral. O senhor imagina as críticas que poderá receber?
Fetter Júnior - Críticas a gente sempre recebe ou não. A campanha política envolve muita paixão, a emoção muitas vezes mais até que a razão. O Banco Mundial é um projeto importantíssimo para qualificar a cidade e melhorar o serviço público, a qualidade de vida das pessoas. Se você puder andar em uma rua pavimentada, se você puder tratar um esgoto, melhorar as praças, melhorar o calçadão, fazer o centro administrativo, tudo isto é importantíssimo para a cidade. É um dinheiro que nós não temos para fazer, mas é um serviço que a população precisa.Quando assumimos havia apenas um desejo de conseguir o Banco Mundial, não havia um projeto pronto, havia uma carta de intenções: “Olha, queremos o Banco Mundial.” É que nem fazer uma analogia com um cidadão comum, quando ele quer pegar um financiamento. Ele vai lá no banco, bate na porta, chama o gerente e diz: “Eu quero fazer um financiamento.” E o gerente responde: “Com este formulário você junta os papéis, CPF, comprovante de renda, identidade, me traz um projeto, depois eu vou analisar se você não está no SPC, se você tem capacidade de receber este financiamento e pagá-lo.” Isto é o que nós fizemos, ou seja, o que nós herdamos foi uma idéia. Alguém foi no banco e pegou o formulário e o banco disse: “Junta isto, faz um processo assim e depois volta.” Este processo todo foi concluído por nós, inteiramente por nós, e foi entregue e aprovado na metade do ano passado, em junho de 2007, aprovado pelo Banco Mundial. Tivemos que fazer toda a tramitação através de Brasília porque eu não posso assinar um contrato direto com o Banco Mundial, só a União tem esta prerrogativa no Brasil. Eu tenho absoluta consciência que nós herdamos uma intenção, que não havia nenhuma garantia, não havia nenhum projeto definitivo, nem provisório. Havia um esboço de uma idéia, que foi integralmente desenvolvida e aprovada, tanto que cinco cidades fizeram isto ao mesmo tempo, Bagé e Santa Maria administradas pelo PT, Rio Grande pelo PMDB e Uruguaiana pelo PSDB, e nenhuma das outras conseguiu passar por tudo isto. Mesmo tendo mudado o Governo nós conseguimos elaborar o projeto, aprová-lo, assiná-lo, estar com obras na rua, enquanto os outros não conseguiram nem passar pela etapa do Governo Federal. Os outros não terão condições, lamentavelmente, de fazer nenhuma destas ações em 2008, se puderem será em 2009.

E agora, tenente-coronel Júlio César Oliveira?

E agora, tenente-coronel Júlio César Oliveira? A marginália está "positivo operante". Qual é a estratégia que o sr. vai adotar agora? Por enquanto, a bandidagem dá olé na polícia. E zomba da incapacidade de homens treinados em dar combate a ações pés-de-chinelo. É, digníssimo comandante, a situação está feia. Quando mesmo o sr. vai resolver o problema?

Polícia: O novo alvo dos bandidos
Antônio Neto
Além da onda de assaltos a pedestres que levou as polícias de Pelotas a realizar uma força-tarefa, os criminosos agora parecem ter escolhido novo foco para suas ações. Isso porque tem crescido o número de casos em que os ladrões entram nos condomínios e invadem os apartamentos vazios, sem deixar vestígio. E o mais alarmante está no horário em que o furto é praticado: em plena luz do dia. Dois especialistas nesse tipo de crime já foram capturados pela polícia há cerca de um mês.Nos boletins de ocorrência registrados na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) é possível perceber o aumento nos assaltos a apartamentos. São várias as histórias de invasões que ocorrem de maneira inexplicável, como na madrugada do dia 2 de abril, quando um indivíduo não-identificado entrou em um apartamento, localizado na rua 15 de Novembro esquina Benjamin Constant, enquanto uma família inteira dormia e levou inúmeros objetos. Após, saiu pela garagem no carro das vítimas. Elas disseram à polícia que o bandido poderia ter entrado por uma janela localizada na área de serviço.
Situações idênticas no mesmo condomínio
Além dos casos registrados na DPPA, há também as vítimas que procuraram a reportagem para contar suas histórias, como uma moradora da rua Alberto Rosa esquina com General Neto, que teve o apartamento invadido na tarde da última quarta-feira enquanto estava na rua. Ela contou que, por volta das 18h, uma vizinha viu a porta aberta, desconfiou e entrou em contato. Ao retornar para casa confirmou o assalto.Os ladrões levaram uma CPU de computador, máquina fotográfica digital, talões de cheque, bicicleta, entre outros objetos. “O mais estranho é que eles entraram sem danificar o portão do condomínio, ou seja, entraram como se fossem moradores”, afirmou. Os sinais de arrombamento estavam na porta de entrada. “Eles arrombaram, pegaram o que conseguiram e fugiram. Parece que ficaram pouco tempo”, disse.Esse mesmo prédio havia registrado casos idênticos. Segundo a moradora, pelo menos outros três apartamentos já foram invadidos desde o início da ano, sendo que dois deles no mesmo andar do seu. Em todas ações, os assaltantes agiram durante o dia, aproveitando um momento em que o local estava vazio para entrar pela porta da frente. De acordo com as vítimas, em um dos assaltos o criminoso invadiu a residência através de uma janela. “Uma vizinha disse que no dia do assalto viu um rapaz desconhecido com o portão do condomínio aberto e conversando com todo mundo que passava”, relatou a última vítima dos assaltantes, tentando encontrar uma explicação sobre como o prédio foi invadido.Estudante teve que voltar para a casa dos paisEm outro caso, uma jovem universitária natural de Rio Grande, a fim de evitar o deslocamento diário, alugou um apartamento e mudou para Pelotas quando começou seu estágio. Durante o verão, em um fim de semana que o local, na rua Tiradentes esquina Santa Cruz, ficou vazio, assaltantes invadiram e levaram o microondas e a geladeira. “Roubaram o meu e mais dois apartamentos”, disse ela. Após o assalto, a jovem voltou para a casa dos pais. Além de não ter pago todas as prestações dos eletrodomésticos, preferiu enfrentar a rotina diária de viagens a ficar sob ameaça de novas invasões.
Dupla detida pode ter feito escola
Nos últimos anos uma dupla de assaltantes - que hoje encontra-se atrás das grades - destacou-se por realizar esse tipo de arrombamento. Fabrício Arpino Mena, o Homem-Aranha, e Alex Sandro Vieira de Campos, o Alex dos Apartamentos, foram presos há cerca de um mês. “O Alex era responsável por 80% dos arrombamentos realizados no centro da cidade”, afirmou um dos policiais da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec).A Defrec informou também que Alex e o Homem-Aranha agiam de forma diferente. Enquanto o “super-herói” escalava os prédios e invadia os locais que tinham sacada, Alex dos Apartamentos, foi capturado em Santa Catarina, agia de maneira mais discreta, comportando-se como um estudante. “Ele ficava passeando pelo centro com uma pasta embaixo do braço e, quando tinha uma oportunidade, entrava nos condomínios sem alguém perceber”, explicou o policial. Uma vez no interior do condomínio, Alex descobria qual apartamento estava vazio e efetuava o furto. Os policiais acreditam que tanto o Homem-Aranha como o Alex dos Apartamentos tenham feito escola e agora uma nova quadrilha de arrombadores de apartamentos esteja solta pelas pelas ruas da cidade.

Eleitor Cidadão

O Senado Federal lançou uma cartilha sobre o voto consciente chamada Guia do Eleitor Cidadão. Vale a pena dar uma olhada em http://www.senado.gov.br/sf/senado/ilb/pdf/Guia_do_Eleitor_Cidadao.pdf

sábado, 3 de maio de 2008

O calçadão de Fetter Júnior

Fetter Júnior vive num mundo de maravilhas. Acredito que o prefeito imagina que tudo funcione bem e que basta apenas a sua boa intenção (a qual imagino sinceramente ele deva ter) e suas intermináveis reuniões ilustradas a power point resolvam todos os problemas.
Não, prefeito Fetter Júnior.
Só a boa intenção não funciona muito, não. Veja, por exemplo, a questão do calçadão. Há quanto tempo o sr. está sentado na cadeira mais poderosa de Pelotas? Há quanto tempo existe o problema dos cães, da sujeira, da fiscalização inexistente, da publicidade irregular, da lavagem do calçadão com uma mangueirinha (ineficaz, meu caro prefeito, muito ineficaz) e outros tantos problemas? O sr. está na cadeira o tempo suficiente para dar um jeito nisso. Mas não o fez. Veja abaixo o que diz uma leitora do jornal que pertence à sua família, dona Marinez Pacheco Teixeira. Leia bem a carta. Ela tem razão no que diz?
Em seguida, sr. prefeito, vá ao site oficial da prefeitura. Entre na página Requalificação Urbana da Área Central e observe o texto, as fotos e os croquis. O que o sr. vê, sr. prefeito? É o mesmo calçadão que a leitora? Quem tem razão?
Prefeito: o sr. tem sorte.
Tem sorte de o projeto Monumenta não fiscalizar como se deve o dinheiro que aplica em cidades históricas e exigir aquilo que foi prometido.
Tem sorte do povo pelotense - ainda - não se indignar como deveria. Aproveite enquanto essa sorte lhe sorri.

Instantâneos:
Calçadão abandonado?

Volto a ocupar este espaço que nosso Diário Popular nos oferece para que possamos externar nossos sentimentos. Tenho dificuldade de caminhar e só o faço agarrada ao braço amigo que me conduz. Recebi um convite para me locomover ao Calçadão. Após caminhar algumas quadras veio a pergunta de quem me levou: “Gostaste de nossas lojas?” Respondi com tristeza: “Não vi nada, pois caminhei olhando somente para o chão.” A cada passo que dava encontrava falta de lajotas ou lajotas quebradas e a cada rua alguns bueiros em idênticas condições. Como leio diariamente o Diário Popular me vi diante de uma matéria do Imagem do Dia: um cão dorme no centro e ao lado do cão, mais uma vez, faltavam lajotas. Poucos dias depois, em outra matéria, gato é salvo por pedestres após ficar preso em um bueiro. Quero então perguntar de quem é a responsabilidade por tudo isso? E quem poderá resolver esses problemas? Pelotas tem sua história cultural que mostra nossas charqueadas, temos orgulho da Catedral São Francisco de Paula onde Locatelli nos deixou uma obra deslumbrante, nossa Bibliotheca Pública está em fase final de restauração, nosso Mercado Central e nossos teatros, idem, quilômetros de ruas estão sendo pavimentadas. Ainda mais: a praça Coronel Pedro Osório, com seu imponente chafariz, acaba de ser revitalizada. Está uma beleza, segundo todos dizem. E então, observo: os turistas vão ver todo esse nosso patrimônio, mas também vão passar pelo Calçadão e lá encontrar o que eu encontrei, um cenário com aparência de abandono. Esperamos ver em breve a restauração de nosso Calçadão.


Marinez Pacheco Teixeira

Colaboradora



Veja agora, sr. prefeito, um trecho daquilo que mostra a página oficial da prefeitura que o sr. comanda:


Projeto Piloto Calçadão shopping a céu aberto

- Primeira Etapa

O projeto “Calçadão: shopping a céu aberto" parte como projeto do programa, com o objetivo de qualificar a principal área de comércio e serviços da cidade, bem como atrativo turístico, pelo fato de englobar boa parte do patrimônio cultural de Pelotas.A área de intervenção abrange além do Calçadão a área do Programa Monumenta, especificamente a Praça Coronel Pedro Osório, o Mercado Público e o Largo Edmar Fetter, caracterizando-se assim como a principal área de pedestres.
O projeto prevê a criação de uma identidade visual para o principal centro comercial da cidade, visando facilitar a circulação de pedestres e o acesso de veículos de serviço, através de um zoneamento das funções onde estabelece:- Espaços de estar, com a inserção de mobiliário urbano e a redefinição dos canteiros e arborização;- Espaços para a comercialização de revistas, flores e alimentos;- Delimitação do acesso de veículos de serviço, para manutenção e segurança;- Galeria subterrânea para a otimização das redes de infraestrutura e serviços.
A proposta prima pela estética da paisagem urbana, prevendo a recuperação das fachadas de valor histórico existentes, além da reordenação do aparato publicitário e a criação de uma sinalização comercial promocional afim de atingir o público local e regional nas principais datas comemorativas.