MPF quer avaliação dos terrenos
da Universidade Federal de Pelotas
Os cinco hectares às margens do Canal São Gonçalo que a Fundação Simon Bolívar comprou por R$ 700 mil e vendeu para a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em 15 de março, por R$ 12.285.754,97, serão submetidos a nova avaliação.
Na sexta-feira, o procurador da República em Pelotas Mauro Cichowski dos Santos, que investiga o caso na esfera cível, informou que irá pedir a apreciação da área por um órgão independente.
Pela avaliação fiscal (usada para efeitos de cobrança de impostos) da prefeitura de Pelotas, a área, que valia R$ 1.386.574,47 em junho de 2009, passou a valer R$ 23.460.129,74 em março de 2012 – um aumento de 1.591% em dois anos e nove meses.
Para o MPF, é necessário um parecer independente – tanto em relação ao município, autor da avaliação atual, quanto em relação à UFPel e à fundação, envolvidos na transação imobiliária milionária.
A informação de que o Ministério da Educação (MEC) comunicou à UFPel de que a negociação “não tinha amparo legal” e que havia se posicionado pela “imediata devolução do recurso liberado pela universidade à fundação” surpreendeu o procurador da República.
— Não tinha conhecimento deste parecer do MEC. Eu não estava estudando a fundo a venda propriamente dita. Agora, vamos analisar também a regularidade do negócio — garantiu Cichowski.
Uma das explicações para que o imóvel vendido pela Fundação Simon Bolívar para a UFPel tenha recebido valorização fiscal de 1.591% em dois anos e nove meses pode estar na alteração na planta de valores de Pelotas, ocorrida em 2010.
Conforme a servidora municipal Maria de Deus da Silva, que trabalha no setor de Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), a valorização teria ocorrido, em parte, pela atualização da planta de valores do município, que serve como base para o cálculo de imóveis avaliados pela prefeitura de Pelotas. O valor final é obtido multiplicando-se o preço da planta de valores pela quantidade de metros quadrados da área. Segundo Maria de Deus, a planta de valores não era atualizada desde 1989. Em 2009, o Executivo elaborou um projeto de lei para a atualização dos valores. Uma comissão trabalhou no levantamento de recálculo de todas as áreas do município e, em janeiro de 2010, entrou em vigor a nova avaliação fiscal.
— Da noite para o dia, os imóveis em Pelotas dobraram de valor. Isso aconteceu porque a tabela estava defasada.Aquela área do Campus da UFPel teve valorização astronômica, mas esse salto de mais de R$ 20 milhões me parece exagerado — disse o prefeito de Pelotas, Fetter Júnior.
O MEC informou na última sexta-feira que o negócio entre a UFPel e a fundação foi “ilegal”, e exige que todo o dinheiro liberado pelo ministério para a transação (R$ 7.481.000,00) seja devolvido aos cofres públicos.(Texto do Jornal Zero Hora)
Conforme texto enviado ao jornal, já foram devolvidos R$ 2,8 milhões — mesma informação prestada pelo reitor da UFPel, Antônio César Borges.
Isso para mim, funciona assim.
ResponderExcluirO Mauricio Pinto que era da Fundação, antigo conhecido do reitor, época que ainda um "menino" trabalhava com ele na secretária de saúde a qual o Magnifico foi secretário fizeram uma grande amizada. O pai do Pinto é um dos que responde até hoje na justiça pelo desvio de 1.000,000,00 de reais do SANEP, na verdade, tudo em família, uma falcatrua que vem de anos atras.
O Mauricio Pinto e um dos assessores especiais?
ResponderExcluirVejam no blog do Amigosdepelotas a entrevista que o corretor Alceu Cheiuiche desmente o Reitor sobre a negociata com os terrenos. É estarrecedora, e o Ministério Público onde fica com tudo isso? Já está na hora de quebrar os sigilos bancários, fiscal e telefônico para ver nas contas de quem esta grana foi parar.
ResponderExcluirÉ uma vergonha no que o Reitor Cesar Borges e sua quadrilha formada por João Carlos Koglin, Ernane Ávila, Manoel Brenner de Moraes, Mário Copola, Maurício Pinto da Silva, Geraldo Rodrigues da Fonseca, Pablo Mendes e outros transformaram a Ufpel, leiam o editorial de Zero Hora do dia 26/06/2012. cadeia neles.
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