O prefeito Fetter Júnior é o prefeito de todos os pelotenses. Todos sabiam de suas fragilidades, de seu amadorismo café-com-leite, de sua propensão a tergiversar, de sua extensa assessoria de imprensa que insiste em vergar a realidade aos seus devaneios. Fetter Júnior, o prefeito dos pelotenses, não é sério.
No Carnaval, um garoto - Fabrício - caiu de uma arquibancada cuja responsabilidade é da prefeitura. Foi ela que contratou o serviço. Foi ela que checou a idoneidade da empresa. Foi ela que fez os termos da licitação. Enfim, é ela a responsável por esse drama que o garoto e sua família são vítimas.
O garoto pulou na arquibancada? Ora, prefeito, onde o sr. imagina que está? Num salão de Veneza, onde as músicas carnavalescas são tocadas por orquestras de câmara?
Aliás, o que o sr. imagina sobre tudo, prefeito Fetter Júnior? Sobre essa queda, sobre as enchentes que dia sim dia não transformam Pelotas numa lagoa, nas mortes que ocorreram nessas inundações, no asfalto precário que o sr. colocou na cidade, no secretariado que não tem a menor condição, sobre o espetáculo das reuniões de secretariado ilustradas a power point onde o mundo fica azul, sobre essa Sucupira do sul (graças exclusivamente àqueles que a dirigem), enfim, sobre tudo que acontece com o cidadão pelotense, aquele mesmo que o sr. considera um "tarzan"?
Ora, Fetter Júnior, se existem tarzans, é porque existe selva. E a selva, meu caro prefeito, é aí, nessa cidade sem lei onde uma aristocracia de fachada faz o que for necessário para se manter, com a conivência dos poderes estabelecidos.
Uma hora, essa máscara cai.
PS.: dar assistência ao garoto é o minimo que a prefeitura tem de fazer. Não é favor, é obrigação. O tempo da senzala já acabou, lembra-se?
PS2: Vai ter investigação sobre as responsabilidades? Que tal começar com a licitação? Quem vai investigar?
PS3: desejo toda sorte do mundo ao garoto Fabrício.